Estados Unidos confirmam novos ataques contra o Estado Islâmico

Observatório Sírio disse que houve pelo menos 31 explosões

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Os Estados Unidos confirmaram neste sábado (27) o lançamento de novos ataques aéreos no Iraque e na Síria. Os bombardeios atingiram sete alvos no território sírio, incluindo uma instalação do Estado Islâmico (EI), e dois veículos armados perto da cidade curda sitiada de Ain al Arab (Kobai, em curdo). Já no Iraque, foram realizados três ataques a sudoeste da cidade de Erbil. Participaram da investida aviões americanos, da Jordânia, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes.

O grupo de monitoramento de conflitos Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sediado na Inglaterra, afirmou que os bombardeios teriam atingido também a província de Raqqa, um reduto do EI, deixando um número indeterminado de vítimas. A ONG relatou pelo menos 31 explosões na região, que se acredita terem sido provocadas pelas forças da coalizão. O grupo de monitoramento acrescentou que aviões de guerra atingiram ainda áreas a leste da cidade de Palmyra, na província de Homs.

A coalizão militar liderada pelos EUA tem o apoio de alguns países do Golfo e europeus no combate contra o EI, uma força poderosa na Síria que ocupou também vastas áreas territoriais no Iraque, provocando mortes e forçando milhares de pessoas a deixarem as suas casas.

A ofensiva trouxe Washington de volta ao campo de batalha no Iraque, após suas tropas deixarem o país em 2011, e à Síria, pela primeira vez, depois de evitar o envolvimento em uma guerra civil que começou no mesmo ano.

Britânicos. O ministério da Defesa do Reino Unido disse que os caças britânicos decolaram neste sábado para sua primeira missão de combate no Iraque desde que o Parlamento aprovou ataques aéreos direcionados contra o EI. Aeronaves Tornado GR4 decolaram do RAF Akrotiri no Chipre. O ministério da Defesa afirmou que os Tornados “agora estão prontos para serem usados em um papel de ataque como e quando os objetivos adequados forem identificados”.

O primeiro-ministro David Cameron descreveu a participação britânica como fundamental para a segurança do Reino Unido, argumentando que enfrentar os terroristas tornou-se uma questão de urgência.

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