Marina acusa governo de usar 'meios ilegais' para atacá-la

Presidenciável criticou pedido à PF para apurar suspeita de corrupção e prevaricação no Ministério do Meio Ambiente, entre 2003 e 2008

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Discutir agora comando do PSB é 'perda de tempo', diz vice de Marina
Vagner Campos / MSILVA
Discutir agora comando do PSB é 'perda de tempo', diz vice de Marina

SÃO PAULO, SP - A candidata do PSB à sucessão presidencial, Marina Silva, acusou neste sábado (27) o governo federal de utilizar meios ilegais para tentar prejudicar a sua candidatura na reta final da campanha eleitoral.

A presidenciável criticou iniciativa do chefe da Secretaria Nacional de Justiça, Paulo Abrão, de ter pedido à Polícia Federal informações sobre inquérito para apurar suspeita de corrupção e de prevaricação no Ministério do Meio Ambiente, pasta comandada pela candidata entre 2003 e 2008. Em 2012, o inquérito foi arquivado por falta de provas. O caso foi revelado neste sábado (27) pela Folha de S.Paulo. "Nós repudiamos que estejam sendo usados os órgãos do estado brasileiro para promover qualquer tipo de crime para acusar uma pessoa que está participando do processo político", criticou. "Não achamos que o estado brasileiro deva ser utilizado lançando mão de meios ilegais para prejudicar qualquer que seja o candidato", acrescentou. A presidenciável afirmou que sua equipe de campanha já havia recebido denúncias anônimas sobre a tentativa de integrantes do governo federal de terem acesso aos documentos do inquérito. "Nós ficamos aguardando que alguém se dispusesse a assumir a autoria das denúncias", disse. "Nós repudiamos qualquer tentativa de manipulação de informação e documento para causar prejuízo na reta final da campanha eleitoral", criticou. A candidata concedeu neste sábado (27) entrevista à imprensa na sede do comitê central de sua candidatura, na capital paulista. Por meio de sua assessoria, Paulo Abrão afirmou que foi atender a um pedido de uma revista de circulação nacional e disse que não solicitou acesso aos autos, apenas pediu informações sobre o andamento do inquérito.

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