Prefeitura aborda moradores de rua e limpa local

Conforme O TEMPO mostrou nesta semana, população que vive no local aumentou

iG Minas Gerais | jhonny cazetta |

Grávida está entre as pessoas que passaram a viver na praça
ALEX DE JESUS/O TEMPO
Grávida está entre as pessoas que passaram a viver na praça

Funcionários da prefeitura de Belo Horizonte realizaram nesta sexta nova abordagem aos moradores de rua da praça da Liberdade, na região Centro-Sul da capital. Durante a ação, realizada por volta das 10h, a prefeitura recolheu tapumes, papelão e lixo que estavam sendo usados pelo grupo. Conforme O TEMPO publicou na última quinta-feira, aumentou o número de pessoas que vivem no local, o que vem chamando a atenção de frequentadores do cartão-postal de Belo Horizonte e de moradores da região.

De acordo a prefeitura, ações como a desta sexta e uma outra, realizada no último dia 18, são rotineiras na praça e devem voltar a acontecer novamente na próxima semana. “Somos proibidos por lei de retirar colchões, cobertas e qualquer objeto pessoal deles. O que fazemos aqui é uma limpeza, para desobstruir o acesso dos pedestres”, disse Aloysio Barra, gerente de Políticas Sociais da Regional Centro-Sul.

Dentre os moradores abordados, estava uma grávida de cinco meses. Em conversa com a reportagem, ela aprovou o trabalho da prefeitura e disse que pretende ir para um abrigo nos próximos dias.

“É bom que façam uma limpeza por aqui, mas ninguém me obriga a sair. Eu sei que estou errada de estar no meio da rua, grávida, e já estou procurando auxílio. Infelizmente o vício das drogas me pegou, e é difícil sair dele, mas eu vou sair”, afirmou a mulher, de 32 anos.

Insegurança. Para frequentadores da praça da Liberdade, o aumento na presença de moradores de rua no local tem modificado alguns comportamentos.

A aposentada Graça Bonatto, 72, relata que antigamente ia ler e deixava as netas brincando, mas agora não desgruda das crianças, por uma questão de segurança. “A questão não é eles estarem aqui, e sim o que fazem – usam drogas e ficam pelados, e isso impõe medo. Não é preconceito”, argumentou a idosa.

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