Claudia Fioretti Bongianino

Doutoranda em antropologia pelo Museu Nacional do Rio de Janeiro Realiza pesquisa em comunidade afro-caribenha do Panamá e mora no país

iG Minas Gerais | Raquel Sodré |

Arquivo pessoal
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Como você avalia o Panamá em primeiro da lista?

Minha impressão é que as pessoas têm uma visão positiva da vida. Muito diferente da Itália, por exemplo, mais parecido com o Brasil, onde, apesar dos pesares, as pessoas estão felizes, fazendo festa e sem pensar nos problemas.

Isso é positivo ou negativo?

Avalio como positivo porque isso ajuda as pessoas a levar a vida adiante apesar dos problemas concretos – serviços de transporte horríveis, não ter saneamento básico, qualidade da água encanada ruim etc. E isso não impede as pessoas de terem consciência de que existem esses problemas, nem de estarem criticamente posicionadas em relação a isso.

Quais os principais pontos positivos e negativos do Panamá?

De positivo tem a cultura alegre, o jeito tranquilo e cordial das pessoas. O país está vivendo um bom período econômico, a maioria da população tem emprego, o governo está preocupado com políticas sociais também. De negativo tem uma desigualdade social enorme, que está ficando cada vez maior por causa do crescimento econômico rápido devido ao turismo e à falta de investimentos em infraestrutura.

Pelo seu relato, o Panamá é parecido com o Brasil, que só aparece em quinto lugar na pesquisa. Como você justificaria essa diferença?

Pode ser devido ao crescimento recente da economia no Panamá. O Brasil está em uma estagnação econômica, e o Panamá está em um ‘boom’ desde 1999, devido ao turismo. Além disso, o acesso aos bens de consumo no Panamá é muito maior. Tudo aqui é muito barato. 

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