Carro do futuro poderá identificar até mesmo emoções do motorista

Veículo reconhece todos os dispositivos dentro dele e ao redor

iG Minas Gerais | ISIS MOTA |

Conectado e inteligente. Richard Libby demonstra como o carro do futuro vai interagir com o ambiente e as pessoas
Fotos Intel/Divuilgação
Conectado e inteligente. Richard Libby demonstra como o carro do futuro vai interagir com o ambiente e as pessoas

São Paulo. Esqueça o carro como conhecemos. Se depender da Intel, a quarta empresa que mais investiu em inovação no mundo no ano passado, o carro do futuro vai interagir com praticamente tudo: a infraestrutura, outros veículos e as pessoas, por meio dos seus smartphones. A coisa vai avançar tanto que o carro conseguirá interpretar até as emoções do motorista.

Se pensarmos que os veículos do Google que se dirigem sozinhos já circulam nas ruas de Mountain View, nos Estados Unidos, essa realidade futura nem parece tão distante. “O carro poderá conhecer os gostos do motorista, entender as conversas que ele tem ao telefone e até fazer recomendações baseado nessas informações”, disse o “evangelista” técnico da Intel Labs Richard Libby.

Ele foi encarregado pela Intel de demonstrar uma das tecnologias do futuro que estão sendo desenvolvidas pela empresa em várias partes do mundo, e apresentadas a jornalistas em São Paulo, no Intel Future Showcase, nesta semana.

É um investimento pesado na internet das coisas, uma evolução que permitirá à humanidade conectar-se não apenas por meio de celulares ou computadores, mas conectará praticamente todas as coisas. O carro, “conversando” com a infraestrutura da cidade, saberá quanto tempo falta para o sinal vermelho abrir, por exemplo, e exibirá uma contagem regressiva. Identifica onde há vagas de estacionamento gratuitas ou pagas. Ele também saberá se há, por exemplo, viaturas policiais ou ambulâncias no seu caminho, e vai sugerir rotas alternativas.

E não para por aí. Ao atender um telefonema no sistema de auto-falantes do carro, o motorista fala com sua namorada que está com fome, por exemplo, e diz que vai pegá-la para comer alguma coisa. O carro saberá para onde ir, pois identifica a localização da pessoa que chamou, e, baseado nos hábitos do motorista, vai sugerir restaurante.

Num outro exemplo de atuação do “personal carro”, o motorista recebe um e-mail com o resultado ruim de um exame médico. O carro exibe a mensagem parado no sinal. O motorista, ao receber a má notícia, se descontrola e, ao arrancar, acelera demais. O carro identifica essa emoção, e controla o acelerador de modo a compensar a força excessiva, imprimindo apenas o bastante para não ultrapassar o limite de velocidade permitido. Ainda não há data para o lançamento comercial de um sistema assim, mas o desenvolvimento está avançado. “A internet das coisas vai se tornar um serviço”, resumiu o presidente da Intel Americas, CJ Bruno.

Flash

Segurança. A Intel já possui uma tecnologia que pode ser colocada nos processadores, para evitar que qualquer sistema do carro conectado seja hackeado.

Viajou a convite da Intel

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