Um show de natureza

Rasgado por braços do mar, país escandinavo tem na herança viking um outro atrativo

iG Minas Gerais | Tânia Ramos |

Geiranger. Mais belo fiorde do mundo
Marius Fiskum/Innovation Norway
Geiranger. Mais belo fiorde do mundo

O sol da meia-noite já havia findado no horizonte quando desembarcamos na Noruega, em meados de agosto, e a aurora boreal, um estonteante show de luzes esverdeadas, também ocorrido apenas em regiões polares, promete resplandecer no país a partir deste mês. Mas, se não foi daquela vez que pudemos apreciar tais incríveis fenômenos naturais, também não sobrou espaço para decepção, pois há muito mais do que luzes no céu do Reino da Noruega.

Salpicado de fiordes, o país nórdico ainda tem o privilégio de abrigar o mais belo do mundo: Geiranger, eleito Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, em 2005, juntamente com o de Nærøy, que, conectado ao de Sognefjord (o mais longo), forma com ele os fiordes do Oeste.

A exuberante natureza – impressionante para um país que passa a maior parte do ano sob a neve, com períodos mergulhado na escuridão – das terras do troll (ser mágico que habita o folclore norueguês) compõe o cenário de múltiplas formas. Ladeando os 110 km que separam a cidade de Ålesund de Geiranger, floresta de coníferas, entremeadas por vegetação rasteira nas áreas habitadas, ganham as encostas montanhosas da região, famosa ainda por seus glaciares.

No Norte, já acima do Círculo Polar Ártico, são os grandes picos rochosos que emergem do mar que deixam o visitante embasbacado. É ali, no arquipélago de Lofoten, que ocorre a pesca do bacalhau, sujeita a uma rigorosa política de preservação das espécies. Mas é permitida a pesca esportiva, e o visitante pode, enfim, conhecer a cabeça do bacalhau.

Memória

Berço dos guerreiros vikings – povo guerreiro que dominou a península escandinava, que inclui Dinamarca e Suécia, entre 750 e 1.050 d.C. –, a Noruega é pródiga em acervo cultural. Dos pequenos vilarejos até a capital Oslo, pipocam museus e galerias pelo país. Entre os museus que conhecemos, dois são dedicados aos ancestrais: Lofotr, em Lofoten, e o museu do Navio Viking, em Oslo, onde o visitante terá o prazer de conhecer, entre muitas curiosas peças, uma embarcação original.

Aliás, as muitas opções culturais do país – que encontram sua maior expressão na capital Oslo –, assim como a prática de esportes de aventura, fervilham mesmo quando as temperaturas caem e os dias se encolhem drasticamente, o que torna a Noruega um destino imperdível em qualquer estação do ano.  

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