Um artista que é tudo ao mesmo tempo agora

iG Minas Gerais | Giselle Ferreira |

Ator, dramaturgo, escritor e poeta: Gero Camilo lança seu segundo disco
Gabriel Quintão/divulgação
Ator, dramaturgo, escritor e poeta: Gero Camilo lança seu segundo disco

Nem todo dizer ressoa. No caso do verso que canta há um quê a mais de intenção que nos transporta pra uma outra escuta. Isso me interessa”, diz o ator, dramaturgo, poeta, compositor e cantor Gero Camilo. Desde 2008, quando lançou “Canções de Invento”, ele divulga seu trabalho como intérprete para, como ele diz, movimentar e surpreender os versos. “A música oferece o canto. Isso é uma raridade oferecida às palavras”.

No show que traz a cidade no dia 4 (sábado), o cearense, conhecido nacionalmente por papéis no cinema (“Bicho de Sete Cabeças” e “Carandiru”) e na TV (“Gabriela” e “Hoje É Dia de Maria”), lança seu segundo CD, “Megatamainho”.

A musicalidade de Gero, ainda em formação na estreia, desta vez ganha asas e alça voos tão altos que o intérprete se vê, apesar de mais maduro, tão grande e, ao mesmo tempo, pequeno</CW>. “Sabe quando se escuta o piado de uma ave pela primeira vez? ‘Canções de Invento’ é isso. E ‘Megatamainho’ já é esse passarinho saindo do ninho. É isso tudo sempre muito bem acompanhado de uma orquestra maravilhosa de pássaros. Nesse caso, os pássaros são os maravilhosos músicos e amigos que me acompanham nos dois discos”, declara o artista, sobre Otto, Luiz Caldas, Criolo, Vanessa da Matta, Rubi e Bactéria (ex-Mundo Livre S/A) – alguns dos nomes que compõem a ninhada de seus acompanhantes e colaboradores. “Arte é encontro experiencial, e quando esse encontro se faz a partir de afetos, então a potência poética ganha em manifesto. Eu amo meus parceiros, e admiro suas obras. Quando vou em busca de suas parcerias estou me casando com a vida de uma forma tamanha que os padrões de amor não suportam. É uma grande honra, sou fã de todos eles. Otto é o homem mais doce que conheço. Um grande amigo, um guerreiro, um cavalheiro”, afirma Gero, que poetiza até sem querer e prefere não se prender a estilos, ritmos, gêneros e outras classificações – ele mescla samba, rock, rabeca e bandolim a performance e poesia cantada com a mesma naturalidade com que transita entre mídias.

“O artista é um ser livre. Tem de ser. Profissão é coisa de mercado. Antes disso existe inquietação, e isso é coisa da vida. Maior, bem maior do que o que dizem carimbos na carteira de trabalho”, comenta, confessando se sentir mais próximo de seus personagens quando empresta a eles seus versos e os homenageia com composições.

Gero Camilo Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, 3516-1360). Dia 4 (sábado), às 21h. R$ 60 (inteira).

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