Ex-núncio tinha milhares de fotos e filmes pornográficos com menores

Polonês é acusado de pagar para fazer sexo com crianças durante seu período na República Dominicana, entre janeiro de 2008 e agosto de 2013

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O monsenhor Josef Wesolowski, que foi submetido à prisão domiciliar na terça-feira (23) sob acusação de pedofilia, escondia em um computador centenas de milhares de arquivos com fotos e filmes pornográficos, revelou nesta sexta-feira (26) o jornal italiano Corriere della Sera.

Os arquivos, encontrados em um computador da Nunciatura de Santo Domingo, incluem imagens retiradas da internet e de supostas vítimas do polonês de 66 anos, acusado de pagar para fazer sexo com menores de idade durante seu período como núncio apostólico na República Dominicana, entre janeiro de 2008 e agosto de 2013.

A prisão domiciliar de Wesolowski, a primeira feita na cidade-Estado sob a acusação de pedofilia, foi pedida pelo papa Francisco, que exprimiu o desejo de que o caso "tão grave e delicado" seja tratado sem demora.

Wesolowski havia sido destituído de seu cargo no final de agosto de 2013 e, em junho, foi expulso do sacerdócio após um processo canônico instruído pela Congregação da Doutrina da Fé, o antigo Santo Ofício.

Essa congregação é o órgão do Vaticano que "julga os crimes contra a fé e os delitos mais graves cometidos contra a moral e a realização dos sacramentos", segundo a própria Santa Sé.

O ex-arcebispo é a pessoa mais proeminente da Igreja Católica a ser presa desde Paolo Gabriele, mordomo papal condenado em 2012 por vazar documentos privados do papa Bento 16.

Wesolowski foi chamado de volta a Roma no ano passado, quando ainda era um diplomata na República Dominicana e foi acusado de pedofilia pela imprensa local. Ele pode ser condenado a 12 anos de prisão em um julgamento sem precedentes no Vaticano.

Segundo o Vaticano, a detenção do ex-arcebispo refletiu a vontade do papa Francisco "de que um caso tão grave e delicado fosse tratado sem demora, com o rigor justo e necessário". O pontífice tem reforçado a política de tolerância zero a crimes de pedofilia por membros da Igreja Católica.

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