Mentor de estupro coletivo pega 106 anos de prisão

Em 2012, duas mulheres foram mortas por reconhecer autores

iG Minas Gerais |

Manifestantes se reuniram em ato em frente ao Tribunal do Júri
REPRODUÇÃO TV PARAIBA
Manifestantes se reuniram em ato em frente ao Tribunal do Júri

João Pessoa. Acusado de planejar um estupro coletivo contra cinco mulheres, em Queimadas (a 144 km de João Pessoa), Eduardo dos Santos Pereira foi condenado a 106 anos e quatro meses de prisão em regime fechado nesta sexta.

O julgamento ocorreu no fórum criminal da capital paraibana e durou quase 24 horas. O acusado foi sentenciado pelos crimes de estupro, cárcere privado, lesão corporal, formação de quadrilha, posse ilegal de arma e duplo homicídio triplamente qualificado. Na ocasião, duas mulheres morreram.

O Tribunal do Júri foi na capital do Estado, e não em Queimadas, para garantir uma decisão imparcial por parte dos jurados, segundo a Justiça. Desde 2012, o acusado cumpria prisão preventiva no presídio de Segurança Máxima PB1, em João Pessoa, enquanto aguardava o julgamento.

O CRIME. Segundo o Ministério Público, Pereira planejou o estupro como um presente de aniversário para o irmão dele.

A agressão sexual aconteceu durante uma festa, em fevereiro de 2012, e teve a participação de outros seis homens, já condenados, além de três adolescentes – que cumprem medida socioeducativa.

Todos usavam máscaras no momento do crime e, segundo a Promotoria, simularam um assalto para abusar das vítimas.

Duas delas, a professora Isabela Pajuçara Frazão Monteiro, 27, e a recepcionista Michelle Domingues da Silva, 29, foram assassinadas por terem reconhecido os agressores.

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