EUA apresentam pivô que pode redimensionar o basquete feminino

Com 2,03m e 23 anos de idade, Brittney Griner irá participar pela primeira vez de um torneio internacional; dentre outras qualidades, ela ainda sabe enterrar

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Brittney Griner sobe para sua primeira enterrada com a camisa do Phoenix Mercury
WNBA/REPRODUÇÃO
Brittney Griner sobe para sua primeira enterrada com a camisa do Phoenix Mercury

Quando o assunto é basquete pode até parecer clichê, mas os Estados Unidos sempre, seja no masculino ou no feminino, entram nas competições internacionais como favoritos e talvez até virtuais campeões. Não é nem questão de arrogância, mas sim a constatação de uma disparidade técnica que parece longe do fim. Após o passeio da equipe comandada por Mike Krzyzewski no Mundial Masculino, disputado na Espanha, as meninas dos Estados Unidos chegam à Turquia com muita banca.

Sem dúvidas, as melhores e mais dinâmicas jogadoras do mundo vestem a camisa norte-americana. No plantel comandado pelo técnico Geno Auriemma estão estrelas como Diana Taurasi, jogadora mais valiosa das finais da WNBA 2014, Tina Charles, Candice Dupree, Angel McCoughtry, Maya Moore, Lindsay Whalen, Seimone Augustus e a veteraníssima Sue Bird, que aos 33 anos disputará nada mais que seu quarto Mundial.

Mas além destas feras, outra jogadora promete chamar atenção durante a passagem do time norte-americano pela Turquia. Trata-se da pivô Brittney Griner. Com 2,03m e 23 anos de idade, ela irá participar pela primeira vez de um torneio internacional. Destaque do Phoenix Mercury, atual campeão da WNBA, ela possui qualidades que prometem ser bem exploradas por Auriemma, as principais - imposição total quando o assunto é toco, e a segunda e mais inusitada de todas, sim, meus caros, ela enterra com uma naturalidade que assusta.

Veja Griner em duelo com "The Air Up There", streetballer responsável pela famosa enterrada em 720°:

Talvez Griner não ganhe tantos minutos em quadra como as suas experientes companheiras, mas a simples possibilidade de sua entrada faz com que o Campeonato Mundial de basquete feminino ganhe um atrativo a mais. Principalmente se a seleção norte-americana conseguir estabelecer placares elásticos.

Após atuações fantásticas em sua passagem pela Universidade de Baylor, Griner foi selecionada como a primeira escolha do draft da WNBA. Logo em sua primeira temporada, ela acumulou uma média de 15,6 pontos, 8 rebotes e 3,8 tocos por jogo. Mas ela não escapou de comentários maldosos, principalmente homofóbicos e também relacionados a sua feminilidade. Chegaram a questionar se ela era realmente uma mulher. No entanto, ela superou as barreiras do preconceito e hoje é uma das figuras esportivas mais conhecidas dos EUA.

Veja a estreia de Griner pelo Phoenix Mercury:

Ciente de seu crescimento gradual e também das expectativas altas em torno de suas apresentações, a gigante norte-americana quer brilhar no Mundial da Turquia e provar que tem orgulho de defender seu país em uma competição internacional.

"É o maior estágio que você consegue ir. Você está jogando por seu país. Você está fazendo algo para a sua nação, e isto é muito importante para mim. Eu tenho militares em minha família - meu pai é fuzileiro. Ele lutou pelo país e eu quero seguir os passos dele. Obviamente, eu segui um caminho diferente. Estou jogando basquete. Não sou capaz de lutar por meu país por conta disto, mas sou capaz de jogar basquete por esta nação e isto é tudo que importa para mim", afirmou Griner, em entrevista ao site da USA Basketball.