Empresa deverá indenizar funcionário que andou em brasas

Segundo o funcionário, supervisor de vendas da distribuidora, colegas com o pior desempenho na empresa eram obrigados a dançar músicas na frente de todos, como "Eguinha Pocotó"

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A Justiça condenou uma distribuidora de medicamentos a pagar R$ 50 mil de indenização a um funcionário após obrigá-lo a andar com os pés descalços em num corredor de carvão em brasas durante "treino motivacional".

Segundo o funcionário, supervisor de vendas da distribuidora, colegas com o pior desempenho na empresa eram obrigados a dançar músicas na frente de todos, como "Eguinha Pocotó". A empresa confirmou que realizou o treinamento com a caminhada sobre brasas, mas negou que funcionários fossem obrigados a dançar. Testemunhas, porém, dizem que o constrangimento ocorreu.

A distribuidora alega que o treino motivacional com brasas não teve a "conotação dramática" narrada pelo funcionário, e ocorreu em clima de descontração e alegria, sem nenhum incidente desagradável ou vexatório.

A empresa diz também que a atividade foi feita por empresa especializada, e a participação não foi obrigatória. Testemunhas no processo contestam. Dizem que todos tiveram que participar do evento e que alguns tiveram ferimentos nos pés.

O presidente da turma que julgou o caso, o ministro Lelio Bentes Corrêa, se disse "chocado e estarrecido". "Em 12 anos de TST, nunca vi nada parecido", afirmou. O caso também foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho para análise.

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