Saiba tudo sobre as rivais do Brasil na 1ª fase do Mundial de Basquete

Em uma modalidade conhecida pelo equilíbrio técnico, a seleção verde e amarela, assumindo um papel de franco-atirador, pode surpreender

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Grupo A promete dificuldades à seleção brasileira feminina de basquete
FIBA/REPRODUÇÃO
Grupo A promete dificuldades à seleção brasileira feminina de basquete

As bolinhas não foram generosas para a seleção brasileira. Logo na fase de grupos, rivais complicadas e que se encontram em boa fase nas competições internacionais. No entanto, segundo aponta o ranking da Fiba, a distância entre as equipes e o selecionado verde e amarelo não é tão grande assim. Em uma modalidade conhecida pelo equilíbrio técnico, o Brasil, assumindo um papel de franco-atirador, pode surpreender. Vamos à análise dos rivais da seleção.

República Tcheca

Parada dura pela frente. Atual vice-campeã do mundo, a seleção tcheca pode até não apresentar a mesma força de quatro anos atrás, no entanto, segue como uma das equipes mais perigosas do certame. Muito do que foi conquistado em 2010 se deve ao fator casa. Com a força da torcida, a equipe chegou à final do Mundial sendo derrotada pelos Estados Unidos.

Neste ano, a República Tcheca chega à Turquia com boas lembranças, entre elas a classificação ao Jogos de Londres justamente na Ankara Arena, palco da estreia contra o Brasil. Mas, a equipe também terá que conviver com desfalques importantes. Hana Horakova e Veronika Bortelova, líderes da equipe, optaram pela aposentadoria, deixando um vazio na equipe que deverá ser preenchido pela experiência de Eva Viteckova, outra lenda do basquete feminino tcheco e que não participou da última edição do EuroBasket.

Além da presença de Viteckova, a seleção europeia tem muito a ganhar com o retorno da ala Jena Vasela, recuperada de uma lesão no ligamento cruzado anterior. No entanto, todas as atenções em quadra deverão estar voltadas a Michaela Stejskalova, que mesmo sem a presença de importantes peças, foi capaz de liderar a equipe em pontuação durante o último campeonato europeu, assegurando a sexta posição e a consequente classificação ao Mundial da Turquia.

A ala também se destacou no Pré-Olímpico e nos Jogos de Londres, convertendo-se na principal referência da República Tcheca.

Quando ver: 27/09 - 15h15 - Brasil x República Tcheca

Espanha

Terceiro lugar do último Mundial e atual campeã europeia, a Espanha promete ser uma das adversárias mais complicadas da seleção brasileira em sua busca por um melhor posicionamento na primeira fase.

Apesar de não contar mais com a experiência de jogadoras como Amaya Valdemoro e Elisa Aguilar, o time comandado pelo técnico Lucas Mondelo conta com um potente plantel de promissoras atletas, todas elas bem orientadas pelas agora referências do grupo Laia Palau, a MVP do último campeonato europeu Sancho Lyttle, e também Alba Torrens, integrante da seleção de melhoras jogadoras do EuroBasket 2013.

Mesmo experimentando um momento de transição, a Espanha é uma das grandes favoritas ao pódio. Muito desta esperança está depositada na capacidade de Mondelo em liderar e motivar esta equipe, que entre tantos destaques vem acumulando feitos expressivos nos últimos anos.

Quando ver: 28/09 - 15h15 - Espanha x Brasil

Japão

O Japão é apenas o 17o colocado no ranking da Fiba e está longe de ostentar o mesmo nível de tradição das demais equipes da chave. Porém, um novo vento de esperança sopra sobre a terra do sol nascente.

Pela primeira vez em quase 40 anos, as japonesas conquistaram o título asiático com uma atuação irrepreensível em Bangkoc, e agora chegam ao Mundial da Turquia sonhando até mesmo com o pódio.

Grande parte desta confiança se deve às últimas performances de jogadoras como a ala-pivô Ramu Tokashiki, jogadora mais valiosa do último campeonato asiático, além do dinamismo da Yuka Mamiya e da armadora Asami Yoshida. Trio este que pode ratificar novos tempos para o basquetebol japonês, tradicionalmente conhecido por sua força no jogo dentro da área pintada.

Com grandes evoluções táticas e talvez com a melhor rotação de sua história, o Japão tem tudo para oferecer aos seus rivais um duelo muito mais equilibrado ofensivamente e defensivamente.

Quando ver: 30/09 - 8h - Brasil x Japão

Veja o preview do Grupo A do Mundial de basquete: