Dinamarca se junta à luta contra o grupo Estado Islâmico

A primeira-ministra dinamarquesa Helle Thorning-Schmidt disse que seu governo vai enviar quatro aviões para operações e três de reserva, além de 250 pilotos e pessoal de apoio

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O governo dinamarquês anunciou nesta sexta-feira que está se juntando à coalizão que ataca o grupo extremista Estado Islâmico com o envio de sete jatos F-16 parra participar dos ataques aéreos contra o grupo no Iraque.

O Reino Unido e a Bélgica debatem, nesta sexta-feira (26), seu envolvimento na coalizão, enquanto a Holanda já anunciou que fará parte das ações militares. Os países europeus não planejam participar de ataques contra a Síria.

A primeira-ministra dinamarquesa Helle Thorning-Schmidt disse que seu governo vai enviar quatro aviões para operações e três de reserva, além de 250 pilotos e pessoal de apoio. A missão vai durar 12 meses.

Ela pediu que outros países também participem. "Ninguém deve se esquivar neste caso. Todos devem contribuir", afirmou.

O Parlamento dinamarquês vai votar a medida, o que é considerado uma formalidade. Porém, nenhuma data havia sido estabelecida para a votação.

Reino Unido

No Reino Unido, o primeiro-ministro David Cameron fez um apelo apaixonado para que seu país se junte à coalizão. Cameron disse à Câmara dos Comuns que não existe questão mais séria do que pedir que o país empregue suas forças armadas ao conflito. Ele destacou repetidamente que não há planos para o envio de tropas de combate, mas mal conseguiu seguir com suas declarações, já que os legisladores fizeram várias perguntas a respeito da ação.

"Eu acredito que é nosso dever participar", disse ele. "Esta operação internacional também tem como objetivo proteger nosso povo. Proteger as ruas do Reino Unido não deve ser uma tarefa que devemos subcontratar totalmente a outras forças aéreas de outros países."

Os legisladores devem aprovar a medida, que tem o apoio dos três principais partidos britânicos e é debatida poucos dias de pois de o primeiro-ministro iraquiano ter pedido ajuda.

A decisão não inclui ataques na Síria. Críticos dizem que seria ilegal atacar o território sírio porque o presidente Bashar Assad não pediu ajuda externa.

O secretário de Relações Exteriores Philip Hammond recusou-se a dizer nesta sexta-feira quanto tempo a campanha vai durar, mas os legisladores preveem uma ação de longo prazo. "Vamos entrar nisso com nossos olhos abertos", disse Hammond a Sky News, acrescentando que o Estado Islâmico é uma ameaça a segurança nacional.