Bola área em alta no Brasileiro

Nos últimos jogos, defesa celeste também tem sido vítima da arma decisiva no Nacional

iG Minas Gerais | Bruno Trindade |

Ponto fraco. Embora seja um goleiro muito bom, Fábio tem dificuldades para sair do gol, e isso é sabido pelo adversários
Douglas Magno / O Tempo
Ponto fraco. Embora seja um goleiro muito bom, Fábio tem dificuldades para sair do gol, e isso é sabido pelo adversários

A jogada aérea é apontada, por muitos, como uma das grandes armas para se vencer jogos acirrados, contra grandes adversários e equipes muito fechadas, principalmente pela condição física em que os times se encontram atualmente, sobrando poucos espaços em campo. Sabedor disso, o técnico Marcelo Oliveira, desde que chegou ao Cruzeiro, tem cobrado muito aprimoramento de seus jogadores nesse fundamento.

A insistência do treinador, os treinamentos recorrentes, a altura e a qualidade dos cruzeirenses se encaixaram tão bem que a bola aérea se tornou um dos grandes trunfos celestes em 2013, na campanha do tricampeonato, e na manutenção da liderança em 2014. A equipe celeste tem mais de 60% dos gols anotados no Brasileirão deste ano originados em jogadas com bola pelo alto.

Entretanto, nas últimas seis rodadas, a Raposa, que também tem como ponto forte a bola aérea defensiva, com a boa impulsão e posicionamento de seus zagueiros, tem sofrido do próprio veneno. Foram cinco gols em jogadas de falta, escanteios ou cruzamentos na área estrelada. A preocupação do técnico Marcelo Oliveira se refletiu nas mudanças feitas por ele na partida contra o Coritiba. O treinador começou o duelo com Nilton e Manoel, que apresentam bastante vigor físico e também são “especialistas” nas jogadas pelo alto.

Sem muito tempo para treinar, por causa da desgastante sequência de jogos, o comandante celeste segue em busca de ajustes no setor. O zagueiro, que teve atuação destacada contra o Coxa, será mantido para a partida diante do Sport.

“O Manoel é isso tudo que vimos. Ele tem treinado bem. Às vezes, o técnico toma decisões em função do grupo, da coerência. Temos dois dias para estudar o time que vai entrar lá (contra o Sport), mas o Manoel joga com o Dedé. Foi excepcional a atuação do Manoel, nos ajudou muito, até porque o Coritiba pressionou bastante”, declarou Marcelo Oliveira.

O camisa 33 afirmou, ao site oficial, que vai se empenhar ao máximo para seguir ajudando a equipe. “Estou tranquilo. Procurei entrar em campo e fazer o meu melhor. Agora, se surgir uma nova oportunidade, irei me esforçar para ajudar ao máximo o Cruzeiro. A gente tem um bom entrosamento com todos os companheiros, que confiam no nosso futebol, e isso nos ajuda bastante para que, quando entrarmos, possamos fazer uma boa apresentação”, disse o defensor.

Destaques

Seleção. Dedé, pelo Cruzeiro, e Manoel, pelo Atlético-PR, foram eleitos os melhores zagueiros e integraram a seleção do Brasileirão de 2013. Agora, a dupla está junta e terá a chance de ajudar na melhoria da defesa.

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