Empresário da cidade é preso suspeito de pedofilia

Marcos Aguilar, 77, dono da antiga Fazenda do Brejo, que hoje dá lugar ao bairro Bom Retiro, é acusado de abusar de quatro adolescentes com idades entre 11 e 14 anos

iG Minas Gerais | Dayse Resende |

Choque. 
Abalada, mãe de duas vítimas diz querer justiça: “Jamais esperava passar por essa situação”
FOTO: NELSON BATISTA / O TEMPO
Choque. Abalada, mãe de duas vítimas diz querer justiça: “Jamais esperava passar por essa situação”

 

Um caso de pedofilia estarreceu a comunidade tradicional de Betim e de uma escola da região Central. O empresário Marcos Antônio de Aguilar Azevedo, 77 – dono da antiga Fazenda do Brejo, que hoje dá lugar ao bairro Bom Retiro –, foi preso no último dia 16 suspeito de abusar de pelo menos quatro garotas. O motorista dele, Fábio Marcelino da Silva, 48, também foi detido suspeito de praticar atos libidinosos contra as meninas. Entre as vítimas está a filha de um deles.    Segundo a Polícia Militar (PM), o caso foi denunciado pela direção da escola em que as supostas vítimas, de 11, 12 e 14 anos, estudam, no bairro Brasileia. De acordo com os militares, as meninas relataram à direção que, na segunda-feira (15), elas teriam ido para a casa de uma das menores, no bairro Bom Retiro, quando aconteceram os atos.   “Segundo uma das garotas, um dos suspeitos lhe ofereceu R$ 60 para colocar crédito no celular, mas, em troca, pediu para que elas mostrassem os seios e deixassem os homens passarem as mãos nelas”, informou a polícia. “As menores relataram que um dos homens aliciava duas delas, e a terceira era aliciada pelo outro suspeito, que, inclusive, é pai de uma das meninas”, completou a PM.   Ainda de acordo com a ocorrência, em um dos telefones celulares apreendidos, há fotografias de nudez e mensagens entre os acusados e as vítimas.   Com uma das meninas, foram encontrados R$ 60, que, segundo elas, era o dinheiro dado por um dos homens. Marcos e Fábio foram levados para a Delegacia de Plantão, onde foram ouvidos e negaram as acusações. No entanto, eles foram autuados em flagrante.   “A filha de um dos acusados confirmou a história de que ele havia pedido para ver os seios de uma de suas amigas. E, no celular de um deles, há o registro da troca de mensagens”, disse o delegado Tito Barichello, enfatizando que a pena para um dos suspeitos pode chegar a quatro anos de prisão. As menores também foram ouvidas e liberadas.   “Barganha” Em entrevista exclusiva à reportagem de O Tempo Betim, na última semana, uma das garotas afirmou ter recebido dinheiro diversas vezes para, em troca, mostrar os seios para os autores. “O Fábio disse que nos daria um telefone celular se mostrássemos o peito”, disse. Ela ainda completou: “Já Marcos nos levou outro dia para comprar calcinha e biquíni. Ele também tinha o costume de pedir que a gente nadasse pelada na fazenda, pois ele é cego e, portanto, não haveria problemas”.   A garota se lembrou, ainda, de um dia em que ela e mais uma garota dormiu com o empresário em uma cama de casal. “Ele estava com o queixo machucado, pois havia levado um tombo, e pediu que dormíssemos com ele. Não aconteceu nada, mas estranhei o fato de ele se levantar à noite e urinar na nossa frente”.   Já outra adolescente contou que Fábio pediu à sua colega de escola o número de seu telefone. “Ele falou que estava interessado em mim”.   Abalada, a mãe de uma das garotas disse que foi um choque quando soube dos fatos. “Nunca suspeitei de nada. O Marcos e o Fábio sempre se mostraram ser pessoas boas. Jamais esperava passar por tudo isso. Essas coisas eu só tinha visto na televisão”.    Já a ex-mulher de Marcos, mãe da garota de 12 anos, disse acreditar que tudo não passa de “inverdades”. “Marcos sempre foi um bom pai. Minha filha o ama. Além disso, Fábio me conhecia. Não acredito que tenham feito isso”, disse.     Suspeito é monitorado por tornozeleira A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) informou, por meio de nota, que Marcos Antônio de Aguilar Azevedo, preso no dia 16 de setembro na Delegacia de Polícia Civil de Betim, recebeu, na última segunda-feira (22), um alvará de soltura condicionado a monitoração eletrônica.   Já Fábio Marcelino da Silva continua detido no Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves. Ele deu entrada na unidade no dia 17.

 

 

 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave