Três dos principais líderes do tráfico em Betim são presos

Com a quadrilha foram apreendidas drogas, carros e diversas armas

iG Minas Gerais | Dayse Resende |

Luxo. Segundo delegado, quadrilha tinha um alto poder aquisitivo
Nelson Batista
Luxo. Segundo delegado, quadrilha tinha um alto poder aquisitivo

Três dos principais traficantes do município foram apresentados pela Polícia Civil à imprensa na última quinta-feira (25). Os suspeitos, além de outros três comparsas, foram presos durante a Operação Dom Pedro, desencadeada por policiais da 2ª Delegacia Regional de Betim. Edigar Marques Esteves, 43, Matheus Augusto Oliveira Xavier, conhecido como Mamute, 22, e Maxwell Rodrigues Gonçalves, 28, são acusados de abastecer 90% dos pontos de drogas de Betim. Segundo a Polícia Civil, Edigar também teria se envolvido em uma chacina ocorrida no bairro Capelinha em 2008, quando seis foram mortos (relembre o caso na matéria abaixo). Com o grupo, os investigadores apreenderam diversas armas, entre elas, uma submetralhadora dos EUA, uma pistola calibre 380 e outra 9 mm, além de diversas munições dos calibres 40, 380, 38 e 357. Uma arma calibre 40 também foi pega com os suspeitos. Segundo o delegado Kleyverson Rezende, ela pertencia à Polícia Civil de São Paulo e foi roubada durante uma rebelião em um presídio. “São armas de alto poder lesivo, de uso restrito. Com certeza, elas foram contrabandeadas”, disse o delegado responsável pela operação. A polícia também apreendeu três carros, sendo um deles blindado, que pertencia a Maxwel, uma moto, diversos relógios avaliados em mais de R$ 3.000, cada um, uma balança de precisão e um rádio de comunicação. “Essa é uma quadrilha envolvida com o tráfico de drogas. A investigação começou há seis meses. Começamos a monitorar as pessoas que tinham uma influência no tráfico em Betim. Fizemos algumas prisões, que terminaram no último dia 17. Foram apreendidas armas, drogas e carros”, explicou o delegado. De acordo com ele, os primeiros suspeitos detidos foram Matheus, Roberta Kelly Pereira, ambos, de 33, e Josué Osias Coelho Nunes, 31. Eles foram pegos durante uma entrega de droga. “A Roberta foi pega levando quase 5 kg de cocaína com Matheus e Josué”. Theddy Marcell Matos Teixeira, 24, Stephania Aline Alves de Souza, 19, e Bruno Antônio de Oliveira Xavier, irmão de Matheus, também foram detidos. Funções Segundo o delegado, cada suspeito tinha uma função pré-determinada dentro do grupo. Edigar seria o responsável pelo refino da cocaína, que seria feito em uma laboratório na cidade de Paraopeba, além de controlar o tráfico no bairro Capelinha, em Betim.

Já Matheus seria líder do tráfico na Vila Inconfidentes, e Maxwel, nos bairros Laranjeiras, Santa Cruz e Nova Baden. Já Josué, preso no dia 13 de maio, atuaria como braço-direito de Maxwel no controle da mercadoria ilícita. Stephania, namorada de Maxwel, tinha contra si um mandado de prisão temporária. Theddy seria o gerente do esquema, e Bruno, um dos responsáveis pela comercialização da droga. Ele tem passagens por roubos a bancos e cargas. “Essas prisões significam um duro golpe no crime organizado. Essa quadrilha tinha um alto poder aquisitivo. Agora, as investigações prosseguem”, concluiu o delegado. Os suspeitos negaram todas as acusações. Funções Segundo o delegado, cada suspeito tinha uma função pré-determinada dentro do grupo. Edigar seria o responsável pelo refino da cocaína, que seria feito em uma laboratório na cidade de Paraopeba, além de controlar o tráfico no bairro Capelinha, em Betim. Já Matheus seria líder do tráfico na Vila Inconfidentes, e Maxwel, nos bairros Laranjeiras, Santa Cruz e Nova Baden. Já Josué, preso no dia 13 de maio, atuaria como braço-direito de Maxwel no controle da mercadoria ilícita. Stephania, namorada de Maxwel, tinha contra si um mandado de prisão temporária. Theddy seria o gerente do esquema, e Bruno, um dos responsáveis pela comercialização da droga. Ele tem passagens por roubos a bancos e cargas. “Essas prisões significam um duro golpe no crime organizado. Essa quadrilha tinha um alto poder aquisitivo. Agora, as investigações prosseguem”, concluiu o delegado. Os suspeitos negaram todas as acusações.

Chefe do esquema teria comandado chacina em 2008 Segundo a Polícia Civil, Edigar Marques Esteves também é investigado como o responsável por uma chacina ocorrida no bairro Capelinha em 2008. Na ocasião, seis jovens foram assassinados. Os corpos foram encontrados com sinais de execução sumária em um terreno. As vítimas, Fernando Alves Dias, 19, Tiago Alves Dias, 20, Everton Fernandes de Oliveira, 21, Rodrigo Ferreira Nascimento, 16, Bernardo Epifânio Ribeiro, 23, e William Ribeiro Caetano, 18 anos, estavam enfileiradas e com as mãos amarradas com fios utilizados em instalações elétricas ao lado de trecho ferroviário da empresa Ferrovia Centro-Atlântica. Os corpos semicarbonizados apresentavam marcas de tiros na cabeça, além de perfurações de facas e ferimentos causados por pedradas. No local, peritos encontraram facas e uma garrafa contendo álcool. Na época, a Polícia Militar informou que a investigação feita no local levantava a possibilidade de o grupo ter sido interceptado pelos assassinos próximo ao local onde os corpos foram deixados. Desde então, diversos suspeitos de participar do crime já foram presos, entre eles, Edson Marques Esteves, Cleidmar Carvalho Ferreira, Adauto Teixeira de Aguiar Filho e Marcos de Assis Ferreira.

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