Práticas transformações

Peças reutilizadas podem se adaptar a um grande número de projetos e estruturas

iG Minas Gerais | Juliana Siqueira |

Espaço Mezanino, por Rosmary Napoli e Iara Napoli, leva sobras de tecidos e diversos outros materiais reutilizados
Gustavo Xavier/ Divulgação
Espaço Mezanino, por Rosmary Napoli e Iara Napoli, leva sobras de tecidos e diversos outros materiais reutilizados
Saber otimizar o custo final de um projeto de decoração é uma das premissas básicas para torná-lo único e original. Além de imprimir personalidade e garantir um espaço esteticamente bonito, a customização de materiais como revestimentos, adornos, mobiliários e pisos é também uma forma de sair da mesmice, de fugir das padronizações e dos modismos que imperam na decoração.   Diante das novas tecnologias e da variedade de materiais disponíveis no mercado, além da preocupação com questões ligadas ao meio ambiente, é possível criar, recriar e intervir em qualquer peça ou mobiliário da casa.   Retalhos de papel e tecido, caixas de papelão, garrafas PET, latinhas de alumínio, vidros, pneus e outros materiais ganham novas possibilidades na hora de decorar o ambiente e, quando trabalhados com as técnicas adequadas, passam a fazer a diferença no visual como artigos inusitados.   Esmero Mas é preciso ter determinados cuidados, conforme explica Barbara Nobre, que assina o Espaço Spa na Mostra Morar Mais por Menos. “Para se reaproveitar uma peça, ela precisa ter qualidade, principalmente estrutural. Não adianta ter um custo com reformas e repaginações, sendo que a peça não irá durar muito”, diz. “Existem vários estilos, e muitos deles podem ser misturados entre si, mas tem que ter bom senso. Se você não for contratar um profissional, o ideal é que siga o conceito minimalista, em que menos é mais, e deixe só algumas peças mais vibrantes que chamem mais atenção”, detalha.   Ela explica que é uma questão de adaptar o projeto à matéria-prima. Em seu espaço na Mostra Morar Mais por Menos, por exemplo, Barbara utilizou pedras e grama retiradas de caçambas da região do Belvedere, pallets usados e peças antigas que podem ser encontradas em ferro velho.    Luciana Furini, responsável pelo Espaço Gourmet da Piscina na Mostra Morar Mais por Menos acredita que “a sacada é a necessidade e a vontade de querer criar algo prático, que todo mundo pode realmente fazer em casa, como o pendente de ralador pintado, arandelas de telha, adega de vergalhão e sofá de tijolos de concreto que utilizei no meu espaço”, finaliza.

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