Pela primeira vez, BH atinge meta da ONU sobre mortalidade infantil

Os dados dos últimos anos mostraram que o objetivo do milênio de reduzir em dois terços a mortalidade infantil foi atingido pela capital

iG Minas Gerais | LUIZA MUZZI |

A pequena Gaia, logo após romper a bolsa na água
Chris Bonfatti
A pequena Gaia, logo após romper a bolsa na água

Belo Horizonte atingiu uma marca histórica na redução da mortalidade infantil. Segundo dados divulgados pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) na manhã desta quinta-feira (25), a cidade alcançou, pela primeira vez, a marca de menos de 10 óbitos por mil nascidos vivos. No ano passado, foi registrada uma taxa de 9,7, contra 10,37 em 2011 - ano em que a cidade superou as metas traçadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para 2015, nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, de reduzir em 2/3 a mortalidade infantil.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Fabiano Pimenta, o bom resultado foi alcançado em função de melhorias no acesso e na qualidade da atenção básica à saúde, incluindo consultas, exames e acompanhamento feito pelas equipes de saúde da família às residências das gestantes, e também pela melhoria das condições de vida como um todo na sociedade, como aumento de renda e acesso a água tratada. De acordo com a PBH, a cidade possui hoje 583 equipes de saúde da família, que atendem 1,9 milhão de pessoas - 81% da população da capital.

Durante o evento de apresentação dos resultados na área da saúde, o prefeito Marcio Lacerda destacou que Belo Horizonte irá ganhar, em breve, 17 novos centros de saúde, por meio de uma parceira público-privada (PPP). Segundo Lacerda, o edital para licitação do projeto está em fase final de conclusão, e a previsão é que, além dos novos centros, outros 60 (dos 147 que a capital possui) sejam substituídos por unidades mais modernas e com mais infraestrutura de atendimento à população. "Esses centros vão afetar favoravelmente uma série de indicadores da saúde, como o da mortalidade infantil", destacou o prefeito.

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