Marina: choro pode ter passado imagem de fragilidade

"Já vi muitos líderes chorando e não é por isso que eram mais fracos. Sou uma pessoa sensível, mas não se pode confundir sensibilidade com fraqueza"

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

CHARLES SILVA DUARTE/O TEMPO
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A candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva, admitiu que quando chorou ao conversar com uma repórter da Folha de São Paulo pode ter passado uma imagem de fragilidade. Ela afirmou, contudo que talvez alguns eleitores tenham feito essa imagem dela porque há muito preconceito com sua origem humilde. "Já vi muitos líderes chorando e não é por isso que eram mais fracos. Sou uma pessoa sensível, mas não se pode confundir sensibilidade com fraqueza", disse a candidata em entrevista ao Bom Dia Brasil da TV Globo.

Marina explicou que, no momento em que chorou, falava com uma repórter jovem, filha de um ex-companheiro do PT - o vereador José Américo. Segundo a candidata, ela falava das filhas, que têm a mesma idade da repórter, e elas falavam sobre como as filhas hoje têm pesar em relação a fotos da infância em que usavam "roupinhas vermelhas" e "botinhas vermelhas" por causa do PT. Nessa situação, Marina justificou que se emocionou.

Apesar da queda recente nas pesquisas de intenção de voto e acirramento da disputa com a presidente Dilma Rousseff (PT) no segundo turno, Marina afirmou que sua candidatura é "muito consistente". Ela ressaltou o trabalho que teve de ser feito às pressas após a morte de Eduardo Campos e a estrutura pequena da sua campanha em relação ao tamanho da máquina partidária dos adversários para argumentar o sucesso do trabalho feito por sua equipe até agora.

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