PF cumpre reintegração de posse em moradias populares em Juiz de Fora

Quatro determinações foram cumpridas nesta quarta-feira; investigações quanto a tomada de residências por traficantes continua

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

A Polícia Federal em Juiz de Fora, na Zona da Mata, cumpriu quatro determinações judiciais de reintegração de posse de moradias populares do programa federal Minha Casa Minha Vida, nessa quarta-feira (24). Há duas semanas, a Caixa Econômica Federal (CEF), gestora da proposta, solicitou à polícia providências quanto às denúncias de que moradores estariam sendo expulsos de suas casas por traficantes de drogas. 

Há mais de dois meses acompanhando a situação na cidade, o titular da 3ª Delegacia de Juiz de Fora, delegado Rodolfo Ribeiro Rolli, informou que as investigações quanto a tomada das residência pelo tráfico de drogas continua e que as reintegrações já realizadas não atrapalham o trabalho da Polícia Civil.

Outras 176 moradias ainda devem ser reintegradas em todo o município. "Os moradores vão ter os seus lares de volta", garantiu o delegado.

Relembre o caso

Segundo Rolli, cerca de 600 famílias vivem apenas no residencial Parque das Águas, no bairro Monte Castelo, e muitas delas têm "deixado" suas casas para os bandidos, que as transformam em espaço de encontro de criminosos, além de pontos de venda de entorpecentes. Há, ainda, a informação de que dois bares tenham sido abertos neste local, como fachada para a venda de drogas.

Alguns moradores também estariam infringindo o contrato com a CEF, por estarem vendendo suas moradias, antes de quitarem os imóveis.

Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que encaminhou à autoridade policial responsável as informações recebidas por meio do programa “De Olho na Qualidade”, que tem objetivo de atender aos beneficiários do Minha Casa, Minha Vida com a opção de denúncia, sugestão, reclamação e elogio. O telefone é  0800.721.6268 e a ligação é gratuita.

"A CAIXA esclarece que, nos casos em que a expulsão da família por ação criminosa for comprovada pela investigação policial, o banco suspenderá as prestações até que a família seja realocada na unidade", dizia o comunicado.