Uma ‘mãozinha’ dos famosos

Sertanejos e ex-jogadores preferem Aécio, sambistas vão de Dilma, e Marina angaria a MPB

iG Minas Gerais | Larissa Veloso |

Não são poucos os nomes famosos da música, da televisão, da literatura e do esporte que declararam publicamente seu voto para presidente neste ano. Os motivos variam. Alguns têm longa amizade com o candidato em questão, como é o caso do ex-jogador Ronaldo Fenômeno com Aécio Neves (PSDB). Em outros casos, é a militância de longa data em um partido, como ocorre com o ator José de Abreu e o PT de Dilma Rousseff. E há aqueles que descobriram o candidato nas eleições de 2010, como aconteceu com Caetano Veloso e Marina Silva (PSB).

Todos os três candidatos com maior percentual de intenção de votos têm apoiadores de peso nos campos cultural e esportivo. Mas há algumas preferências entre os grupos artísticos. Aécio Neves ganhou o apoio de vários cantores sertanejos como a dupla Chitãozinho e Xororó e Zezé di Camargo. Já os sambistas como Alcione, Beth Carvalho e Nelson Sargento preferem Dilma.

A candidata à reeleição também conta com o apoio de Chico Buarque, representante da MPB, que é também um partidário de Lula desde as eleições de 1989. Já Aécio parece ser bem popular no meio dos ex-jogadores: Além do Fenômeno, o tucano ainda tem o apoio dos ex-craques Raí, Bebeto e Zico.

Por sua vez, Marina Silva conquistou popularidade em um grupo artístico que se mantém fiel desde 2010. Nomes como Caetano Veloso, Arnaldo Antunes, Adriana Calcanhotto, Lenine, Marcos Palmeira e Gilberto Gil, que chegou a compor uma música para a candidata, estão no hall dos artistas que apoiam a socialista. Gil inclusive mudou de lado, já que chegou a ser ministro da Cultura de Lula.

Com um número bem menor de apoiadores famosos, a candidata Luciana Genro (PSOL) conseguiu angariar alguns nomes importantes como o humorista Gregório Duvivier, a cartunista Laerte e um dos fundadores da banda O Rappa, Marcelo Yuka.

Porém, o voto que vem por meio do apoio de artistas não é mais tão simples como antes, segundo alerta o coordenador do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas, Robson Sávio. “Acho que já vencemos um pouco essa ideia de que o eleitor vai votar por ser fã da música daquela pessoa que apoia. Mas ainda existem algumas personalidades do mundo artístico, da literatura, do cinema, que acabam se tornando uma referência intelectual. Eles têm um público de seguidores bastante fidelizados. Para esse gueto, a explicitação do apoio pode ser sim algo importante”, afirma.

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