ONU quer acabar com união de estrangeiros a extremistas

Conselho de Segurança aprova resolução simbólica, mas Obama acredita que é preciso ação

iG Minas Gerais |

Líder. Presidente dos EUA, Barack Obama, liderou reunião do Conselho de Segurança da ONU, ontem
Presidência do Peru/Divulgacao
Líder. Presidente dos EUA, Barack Obama, liderou reunião do Conselho de Segurança da ONU, ontem

Nova York, EUA. O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), em reunião liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aprovou por unanimidade ontem uma resolução para barrar o fluxo de combatentes estrangeiros que tentam apoiar ou se unir a grupos extremistas como o Estado Islâmico (EI). A resolução é simbólica, mas evidencia a união do Conselho de Segurança em lidar com a questão. A aprovação aconteceu no mesmo dia em que um vídeo de um refém decapitado por extremistas argelinos ligados ao EI foi divulgado.

Obama reconheceu, no entanto, que “resoluções não serão suficientes”. Para o presidente norte-americano, os países precisam se unir para enfrentar a ameaça “real e crescente” dos militantes terroristas estrangeiros. Segundo ele, mais de 15 mil combatentes de 80 países viajaram à Síria para se unir ao Estado Islâmico.

“O mundo tem que redobrar os esforços para lidar com as causas da ideologia extremista”, acrescentou. “As palavras ditas aqui hoje precisam ser acompanhadas e traduzidas em ações”, disse o presidente norte-americano.

Encontro. A reunião do Conselho de Segurança ocorreu durante a 69ª Assembleia Geral da ONU, que reúne em Nova York 193 chefes de Estado e tem como principal objetivo discutir assuntos que de alguma maneira afetam a vida em todo o planeta. Durante o dia de ontem, os debates sobre o grupo extremista Estado Islâmico e a luta contra a epidemia de ebola que já matou milhares de pessoas na África dominaram as discussões.

Em seu discurso durante a Assembleia, Obama afirmou que o mundo está numa encruzilhada entre a guerra e paz, entre a desordem e a integração, e entre medo e esperança. Em relação ao primeiro ponto, o presidente norte-americano citou os conflitos no Oriente Médio envolvendo o EI.

Na questão de ordem e integração, Obama lembrou a intervenção russa no conflito entre ucranianos e separatistas pró-Rússia. Ele pediu, inclusive, que as outras nações do Ocidente se juntem aos EUA para isolar a Rússia, por meio principalmente de sanções econômicas. Porém, ele ressaltou que caso a Rússia siga o “caminho da paz”, os Estados Unidos retirarão as sanções que impuseram ao país.

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