Mineradora Herculano recorrerá da liminar que bloqueia bens da empresa

Segundo a mineradora, o bloqueio pode impedir que sejam tomadas alguma medidas de emergência e segurança solicitadas por órgãos de fiscalização

iG Minas Gerais | Bruna Carmona |


No último dia 10, barragem cedeu matando ao menos duas pessoas
ALEX DE JESUS/O TEMPO
No último dia 10, barragem cedeu matando ao menos duas pessoas

A Mineração Herculano informou nesta quarta-feira (24) que vai recorrer da decisão liminar que bloqueia os bens da empresa e de seus sócios, expedida pela Justiça nessa terça-feira (23). Em nota, a empresa informou que o recurso será apresentado dentro do prazo legal.

Segundo o comunicado, a manutenção do bloqueio poderá inviabilizar a execução de algumas medidas de emergência e segurança que estão sendo implementadas por orientação dos órgãos de fiscalização. A mineradora está com as atividades suspensas até que sejam encerradas as buscas pelo operador de retroescavadeira Adilson Aparecido Batista, de 44 anos, que está desaparecido desde o dia em que o acidente aconteceu.

O bloqueio dos bens da empresa e dos sócios foi pedido pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), sob a justificativa de que é preciso garantir que a empresa tenha como arcar com os custos de reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem.

Segundo o MPMG, os rejeitos da barragem atingiram o ribeirão do Silva, que abastece indiretamente o rio das Velhas, uma das principais fontes de água da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Ainda segundo informações do órgão, os danos não foram completamente contidos e ainda há risco de agravamento dos danos. 

O acidente

O rompimento da barragem de rejeitos da Mineração Herculano aconteceu no dia 10 de setembro. O local estava desativado e recebia restos de lavagem do minério. Uma grande quantidade de rejeitos atingiu os operários e seus veículos - três caminhões, um Uno e duas retroescavadeiras. No momento do acidente, os funcionários faziam manutenção no local.

Morreram no acidente o topógrafo Reinaldo da Costa Melo, de 68 anos, e o operário Cristiano Fernandes Silva, de 32. Geraldo Moreira, de 42 anos, recebeu alto do Hospital João XXIII no mesmo dia em que ocorreu o rompimento. 

O operador de retroescavadeira Adilson Aparecido Batista, de 44 anos, ainda não foi encontrado.

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