Adversárias viram tietes ao final dos jogos

Atletas e técnico de equipes de menor expressão do Mineiro feminino não perdem chance de registrar momentos com referências da modalidade

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Ponta Sassá foi assediada pelo treinador e por sua jogadoras
Arquivo pessoal
Ponta Sassá foi assediada pelo treinador e por sua jogadoras

Mais do que o respeito pelas adversárias, o Campeonato Mineiro feminino de vôlei reserva uma admiração entre as jogadoras de diferentes equipes. Assim que o primeiro jogo do torneio – entre Conselheiro Lafaiete-Dom Pedro II e Dentil-Praia Clube, de Uberlândia, – acabou, não demorou para que algumas atletas, e até o técnico da equipe do interior, dessem uma “tietada” em jogadoras que estiveram do outro lado, como Sassá. “Ela é de Barbacena e eu sou de Barroso, que são cidades próximas. Quando eu tinha nove anos, tirei uma foto com ela, quando eu ainda estava na base. Admito que cheguei a sonhar com este momento na noite anterior ao jogo”, revela a líbero Mariana Lunara, do Dom Pedro II, sem conseguir esconder a felicidade por tirar uma foto com a campeã olímpica. “É um exemplo para mim, representa tudo que quero na minha vida de atleta, onde quero chegar, os passos que devo seguir. Tietar é sempre bom”, destaca a jogadora de 21 anos. Por timidez ou esquecimento, Lunara não comentou com Sassá sobre a foto tirada há 12 anos, em Barroso. Ela ainda tentou procurar pela oposto cubana Daimy Ramirez para um novo registro, mas sem sucesso. Quem também aproveitou a chance de tirar uma foto com as jogadoras do Praia Clube foi o técnico do Dom Pedro II, Fabrício Santos. Ele fez questão de registrar o encontro com jogadoras como Sassá, Ramirez, Juliana Carrijo e Karine. “Elas levaram numa boa, sabem que temos um projeto em evolução, que tem um outro foco, que são os Jogos de Minas. A Sassá eu já conheço de Barbacena, já trabalhei com um ex-técnico dela, então deu para sentir um ambiente de descontração, mesmo dentro da competição”, comentou o treinador do time de Lafaiete. O placar em quadra, 3 a 0 para o Praia (25/10, 25/9 e 25/10), deixou clara toda a diferença entre as duas equipes. “Elas treinam todos os dias, enquanto nós nos encontramos duas ou três vezes por semana. Algumas jogadoras tiveram que pedir folga do trabalho para jogar, é uma outra realidade”, analisa Lunara, que chegou nesta temporada, depois de jogar pela equipe de Piracicaba (SP).