Versão mais ofensiva de Levir

Sucesso de clubes do futebol europeu mostra que marcar não depende apenas dos ‘brucutus’

iG Minas Gerais | Fernando Almeida |

Resultado. Levir Culpi mesclou formações ofensiva e defensiva no clássico e acabou se dando bem
douglas magno
Resultado. Levir Culpi mesclou formações ofensiva e defensiva no clássico e acabou se dando bem

Coloque como inspiração máxima o futebol dos melhores do mundo e surpreenda a todos com um triunfo moldado em um nó tático pouco usual. Seja forçado pela inconstância do elenco recheado de lesões ou por uma decisão “de sorte”, o técnico Levir Culpi voltou a testar uma formação com apenas um volante de ofício, desta vez no time titular, e venceu o superclássico mineiro.

Para o jogo desta quinta, contra o Santos, às 20h30, na Arena Independência, o treinador do Atlético pode alterar novamente a escalação, mas o espelho de sucesso para continuar impressionando se mantém diante dos gigantes do futebol, como Barcelona-ESP e Bayern de Munique-ALE. E a ânsia do comandante alvinegro é buscar o melhor dessas equipes levando o potencial à realidade atleticana.

Para colocar em prática a formação ofensiva vista no início do duelo com o Cruzeiro, Levir fez testes pontuais neste ano (veja quadro ao lado) e delegou a Leandro Donizete o papel de marcador feroz com a velocidade de Luan para recompor o sistema defensivo. O técnico, então, colocou esse exemplo em seu leque de opções táticas, ciente de que no decorrer do jogo correções teriam de ser feitas – no clássico, por exemplo, o Galo terminou o duelo com três volantes na equipe.

“Prevaleceram a velocidade e a objetividade do Atlético. Se você consegue colocar na cabeça dos jogadores a maneira de marcar; é muito visível quando você vê o Barcelona jogar, são atletas muitos técnicos, todos sabem marcar. É possível se defender bem com jogadores ofensivos”, disse Levir.

Treino. O treinador ainda comenta que essas alterações são sempre pensadas, algo moldado por vídeos e troca de ideias entre a comissão técnica e os jogadores.

“Treinamos no vídeo. Fazer treinamento tático e físico não existe nesse momento. Jogadores correm 10 km por jogo e duas vezes por semana, fora os trabalhos da semana. É mais um trabalho de recuperação, não há tempo para treinar a parte tática da equipe”, finalizou.

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