Sem apoio do governo, CBF quer Mundial de Clubes

Afastamento entre a entidade e a presidente devem afetar a candidatura para que o Brasil seja sede do torneio em 2017 e 2018

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Grupo de estudos debate situação financeira de clubes brasileiros
CBF/Divulgação
Grupo de estudos debate situação financeira de clubes brasileiros

Sem apoio do governo, a Confederação Brasileira de Futebol vê seu projeto de trazer ao País o Mundial de Clubes de 2017 e 2018 seriamente afetado. Nesta terça-feira, em Zurique, a entidade começou a avaliar as candidaturas e, em tese, o dossiê brasileiro poderia levar vantagens diante do fato de já contar com todos os estádios prontos.

Mas a corrida conta com as candidaturas de Japão e Emirados Árabes Unidos, ambos com amplo apoio de seus governos. A data prevista para uma decisão formal é dia 5 de outubro. Mas, na prática, a escolha já começa a ser realizada nesta semana.

Ao final da Copa do Mundo, em julho, a CBF e o governo já haviam se distanciado e a presidente Dilma Rousseff chegou a ignorar os cartolas brasileiros e criticar abertamente a gestão do futebol nacional.

A CBF, em Zurique, preferiu colocar a "culpa" pela falta de apoio na coincidência das datas da escolha da Fifa com a eleição no Brasil. O projeto da CBF havia sido lançado em março, como uma forma de justificar os gastos com os estádios. Para 2019, a Copa América está garantida no País, o que significaria a realização de três anos seguidos de eventos nos palcos da Copa.

Marco Polo Del Nero, presidente eleito da CBF, indicou que tentaria fazer a Fifa adiar o processo e tomar uma decisão apenas em dezembro, quando a eleição presidencial já tenha ocorrido no Brasil.

Mesmo sem levar o torneio, a CBF conseguiu pelo menos eleger o seu atual presidente, José Maria Marin para o Comitê da Fifa do Mundial de Clubes. O cartola deixa a CBF no primeiro semestre de 2015. Mas irá manter o cargo na Fifa.  

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