Aécio diz que vai resgatar a confiança no Brasil

O presidenciável tucano falou também sobre sua proposta de reforma administrativa, reiterando que pretende cortar pela metade o atual número de ministérios

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Aécio Neves participa de ato de campanha em Cascavel (PR), em 5/9/2014
PSDB/DIVULGAçãO
Aécio Neves participa de ato de campanha em Cascavel (PR), em 5/9/2014

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, abriu nesta terça-feira (23), a série "Face to Face" promovida com o Facebook com os presidenciáveis falando sobre economia. "Em primeiro lugar, vamos resgatar a confiança no Brasil, para que os investimentos voltem. E nos ajudem a crescer. Combate à inflação, geração de empregos, tudo isso passa pela nossa capacidade de voltar a crescer. E nenhuma outra candidatura tem as condições que temos para alcançar esse objetivo", disse o senador mineiro, em resposta a um internauta.

Indagado se tomaria medidas impopulares, em razão do cenário de crise na economia, o tucano respondeu: "As medidas impopulares, o atual governo já tomou. Inflação estourando a meta, crescimento muito baixo e denúncias de corrupção que não terminam. O nosso governo terá uma política fiscal transparente, resgate das agências reguladoras, previsibilidade na política macroeconômica e, sobretudo, ética na gestão dos recursos públicos."

O presidenciável tucano falou também sobre sua proposta de reforma administrativa, reiterando que pretende cortar pela metade o atual número de ministérios. "Já anunciei o Ministério da Infraestrutura para concluir as obras que esse governo deixou pela metade e um super ministério da Agricultura, para acompanhar as atividades de agricultura e pecuária no Brasil, inclusive as do pequeno produtor, com apoio técnico, crédito e seguro", frisou. Indagado por um internauta se a proposta de cortar pela metade os cerca de 39 ministérios atuais teria caráter eleitoreiro, o candidato do PSDB respondeu, postando o link de sua página oficial com as propostas que já apresentou no decorrer da campanha, já que seu programa de governo ainda não foi divulgado.

O senador mineiro voltou a garantir que, se eleito, vai manter o Bolsa Família, programa de transferência de renda que é uma das principais bandeiras do governo petista, e passará a classificar as famílias em cinco níveis de carência. "A nossa preocupação é com a superação da pobreza e não apenas com a sua administração, por isso vamos classificar as famílias que estão no Bolsa Família em cinco níveis de carência (das mais graves, às menos graves) e nenhuma família, no nosso governo, ficará mais de um ano na mesma faixa. Pobreza não é apenas privação da renda, mas também privação de serviços e de oportunidades. Nós vamos enfrentá-la nos três níveis." Ainda sobre este programa, ele disse: "Eu tenho um projeto que transforma o Bolsa Família em política de Estado, exatamente para que ele continue, em qualquer governo. No meu governo, ele continua."

O Facebook Brasil está dando sequência hoje com o presidenciável tucano Aécio Neves à série "Face to face" com candidatos à Presidência, onde ele responde perguntas dos internautas. A iniciativa da rede social tem a finalidade de deixar os presidenciáveis "cara a cara" com os internautas. A candidata do PSB, Marina Silva, foi a primeira a ser sabatinada por videochat pelos usuários do Facebook, na semana passada.

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