COI descarta aumentar programa após escolher sede

Comitê informou que nova prova só poder adicionada em acordo com a cidade escolhida

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Correndo risco de ter que organizar os Jogos Olímpicos de Inverno por duas edições seguidas na Ásia, o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu atender os pedidos de Oslo (Noruega) e se comprometer a não adicionar nenhuma prova ao programa dos Jogos depois de escolhida a cidade sede.

Em documento enviado às candidatas a receber a Olimpíada de Inverno de 2022, revelado pelo site Inside The Games nesta terça-feira, o COI anunciou mudanças no contrato assinado com os organizadores local. E a mais importante das alterações diz que uma nova prova só pode ser adicionada em acordo mútuo entre COI e a cidade escolhida. O Rio ainda não conseguiu resolver os problemas envolvendo a inclusão do rúgbi sevens e do golfe na Olimpíada de 2016. Quando apresentou sua candidatura, as modalidades não faziam parte do programa, tendo sido incluídas em 2009, sem qualquer consulta aos organizadores brasileiros. Só o campo de golfe, que está em disputa judicial, vai custar aos cofres públicos brasileiros R$ 60 milhões. O rúgbi inicialmente iria ser realizado em São Januário, depois falou-se no estádio de Moça Bonita e a decisão final é que os jogos ocorram em um campo que será compartilhado com o pentatlo moderno em Deodoro. Agora o COI muda de postura para tentar persuadir Oslo, candidatura mais forte aos Jogos de 2022. Uma série de cidades e países desistiu do pleito, restando, contra Oslo, apenas Almaty (Casaquistão) e Pequim (China). A candidatura Casaque é falha e o COI demonstra não querer retornar a Pequim apenas 14 anos depois de realizar lá uma Olimpíada de Verão. Além disso, o COI não gostaria de organizar dois Jogos de Inverno seguidos na Ásia - os de 2018 serão na Coreia do Sul. Em Oslo, porém, é crescente a rejeição à candidatura, o que faz com que eventualmente surjam notícias de uma possível desistência. Um dos argumentos contrários dos noruegueses é a insegurança orçamentária, causada por decisões autoritárias do COI. Com o compromisso de não adicionar provas ao programa após a escolha da sede, a entidade internacional atende parte dos anseios dos europeus.

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