Justiça aceita recurso e processo de adoção de criança será retomado

Recurso foi pedido depois que um juiz da comarca de Contagem extinguiu o processo de adoção da menina M.E.; no ano passado, a criança tornou-se protagonista de uma disputa judicial entre a família que a adotou e os pais biológicos

iG Minas Gerais | Bruna Carmona e Aline Diniz |

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Pais adotivos que perderam a guarda da criana.

FOTO: PEDRO GONTIJO / O TEMPO
PEDRO GONTIJO / O TEMPO
CIDADES - DO DIA - O TEMPO Pais adotivos que perderam a guarda da criana. FOTO: PEDRO GONTIJO / O TEMPO

A Justiça aceitou o recurso da família adotiva da menina M.E., de 5 anos, e autorizou a reabertura do processo de adoção da criança. Em audiência realizada nesta terça-feira (23), no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), os desembargadores Belizário de Lacerda, Peixoto Henriques e Washington Ferreira foram unânimes na decisão favorável à continuidade do processo.

Em fevereiro deste ano, a ação que dava início ao pedido de adoção da menina foi extinta por um juiz da comarca de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. A família adotiva, então, entrou com um recurso para conseguir dar seguimento ao processo, que foi analisado e aceito nesta terça-feira. Agora, é um juiz da comarca de Contagem quem vai decidir sobre a destituição do poder familiar dos pais biológicos da menina.

No ano passado, M.E. tornou-se protagonista de uma disputa judicial entre a família que a adotou e os pais biológicos, e o caso ganhou repercussão nacional.

O Conselho Tutelar retirou a menina dos pais quando ela tinha 2 meses, juntamente com os outros seis irmãos. A mãe sofria com depressão e não conseguia cuidar das crianças. Após passar um ano e oito meses em um abrigo, a menina foi encaminhada à família provisória, que iniciou o processo de adoção e conseguiu a guarda definitiva de M.E em primeira instância. A família biológica, entretanto, recorreu e conseguiu reverter a situação. A Justiça chegou a determinar que a criança fosse entregue aos pais biológicos, mas a família adotiva recorreu e está com a guarda de M.E. desde que ela deixou o abrigo.

 

 

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