EUA divulga imagens de ataque às forças do Estado Islâmico

Os bombardeios alcançaram seu objetivo estratégico de mostrar aos extremistas que seus atos não passarão impunes, afirmou o general do Exército Martin Dempsey; veja os vídeos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Aeronave, modelo KC-135 Stratotanker, aparece nas imagens carregada por bombas, antes de ataques
U.S. Central Command/Youtube/Reprodução
Aeronave, modelo KC-135 Stratotanker, aparece nas imagens carregada por bombas, antes de ataques

O Comando Central americano divulgou na tarde desta terça-feira (23) três vídeos dos ataques aos extremistas que lutam a favor do Estado Islâmico. As imagens disponibilizadas no Youtube mostram prédios sendo destruídos por bombardeios aéreos. Uma aeronave de modelo KC-135 Stratotanker, carregada com bombas, também aparecem em um dos vídeos. 

Os alvos dos ataques aéreos seriam fortalezas do grupo Estado Islâmico na Síria. Os bombardeios alcançaram seu objetivo estratégico de mostrar aos extremistas que seus atos não passarão impunes, afirmou o general do Exército Martin Dempsey, chefe do Estado Maior das forças norte-americanas.

Os EUA e cinco nações árabes atacaram os quartéis generais dos insurgentes no leste sírio em ofensivas durante a noite desta segunda-feira (22), usando aeronaves norte-americanas e mísseis de cruzeiro Tomahawk lançados de dois navios da Marinha localizados no Mar Vermelho e no norte do Golfo Pérsico.

Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Jordânia e os Emirados Árabes Unidos participaram dos ataques ou forneceram apoio. Dempsey afirmou que o papel desses aliados era indispensável ao objetivo norte-americano de mostrar que a luta para destruir e derrotar o Estado Islâmico não é apenas dos EUA.

De acordo com o general, esta é uma coalizão inédita com Estados árabes e a parceria deve abrir portas para uma campanha internacional mais ampla contra os extremistas. "Nós queríamos nos certificar que o EIIL saiba que não há porto seguro para eles, e nós com certeza atingimos esse objetivo", disse ele a repórteres em voo à Europa, onde passará uma semana. A sigla EIIL refere-se ao nome antigo utilizado pelo grupo islâmico, que tomou o controle de grandes partes do Iraque e da Síria neste ano.

Dempsey disse que os cinco aliados árabes que haviam concordado em participar dos ataques aéreos reagiram rapidamente ao chamado. No último domingo (21), o militar havia dito a repórteres que seria necessária maior participação árabe antes que Obama pudesse dar início à campanha aérea.

"Assim que tivemos eles conosco, os outros vieram rapidamente", ele disse, acrescentando que a parceria se consolidou nos últimos três dias. "Nós agora temos uma campanha credível contra o EIIL que inclui uma coalização de aliados."

O general destacou repetidamente a importância de ter parceiros árabes e disse ser necessária a expansão de seus papéis para além das ações militares diretas. Segundo ele, as nações precisam ajudar o esforço internacional para cortar o fluxo de financiamento, recrutamento e suporte psicológico que chega ao Estado Islâmico.

"Agora, nós estamos falando do começo de uma campanha aérea", ele lembrou, acrescentando que as ofensivas precisam culminar com o que ele chamou de "outra campanha aérea", o esforço para transmitir ao mundo muçulmano os argumentos do por quê os extremistas precisam ser derrotados.

"Esses líderes precisam - e vão - assumir a responsabilidade de explicar à população do mundo árabe-muçulmano por que nós estamos fazendo o que estamos fazendo, para que nós possamos acabar com o disfarce da legitimidade religiosa com o qual o EIIL se cobriu", ele afirmou.

 

Assista as imagens dos ataques americanos na Síria: 

 

1. Alvo destruído por ataque aéreo:

 

2. Boeing, modelo KC-135 Stratotanker, aparece carregado com armamento: 

 

3. Imagens de suposta fortaleza do grupo extremista sendo bombardeada: 

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