Perda de mando tiraria do Corinthians R$ 1 mi por jogo

Clube paulista pode receber punição do STJD, após brigas entre duas organizadas do time, durante o clássico com o São Paulo

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Sanchez estava incomodado com as críticas de que se comportaria como
Facebook/Corinthians
Sanchez estava incomodado com as críticas de que se comportaria como "dono" do estádio

Não passa pela cabeça do Corinthians a perda de mandos no Brasileirão. Mas é fato que o clube deve ser punido por causa da briga entre seus torcedores no clássico com o São Paulo e também por uma pilha atirada no gramado. Uma suspensão no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) daria um prejuízo de mais de R$ 1 milhão por jogo em comparação com o arrecadado em partidas realizadas no interior após uma pena recebida em 2013.

“Este problema ainda está com o departamento jurídico e não estamos pensando nesse tema enquanto a parte burocrática não seja concretizada”, informa Lúcio Blanco, diretor de arrecadação corintiano. “Só com um resultado efetivo é que vamos avaliar possíveis perdas.”

Em 2013, por causa de uma briga entre corintianos e vascaínos em Brasília, o Corinthians perdeu quatro mandos. Depois, foi punido com mais um por causa de uma garrafa atirada num auxiliar em jogo com a Portuguesa, no Mato Grosso do Sul.

Foram cinco jogos no interior de São Paulo, dois em Mogi Mirim, um em Itu e outros dois em Araraquara. Neste tour por cidades pequenas, a média de público foi de 14.524 por jogo e a da renda líquida de R$ 240.076,37.

Jogando no Itaquerão pelo Brasileirão foram 10 jogos até o momento. O clube arrecadou R$ 21.591.788,20 e, descontando as taxas e serviços, ficou com R$ 14.089.004,00 líquidos, média de pouco mais de R$ 1,4 mi por partida. Portanto, jogar como mandante fora do Itaquerão, além de ser complicado por encarar um estádio diferente, ainda daria enorme prejuízo no bolso.

“Com certeza seria um prejuízo grande. Hoje nossos jogos estão atingindo R$ 2 milhões de renda. Mas não vamos falar nada até o jurídico dar posição concreta. Nosso pensamento está na organização do jogo com o Atlético-MG pela Copa do Brasil”, enfatiza Blanco.

Mesmo com as altas cifras arrecadadas por partida em sua nova casa, o Corinthians ainda lucra abaixo do esperado. Isso por causa da adaptação que o estádio passa no período pós-Copa. A direção imaginava em torno de R$ 2 milhões líquidos. “Imaginávamos lucrar um pouquinho mais, acontece que passamos por uma adaptação do estádio, então tudo está dentro do planejado com as obras”, diz Lúcio.

A média de público também despencaria para mais da metade com o Corinthians obrigado a jogar a mais de 100 quilômetros da capital (como prevê as punições do STJD). E como o clube não gosta de mandar jogos fora do estado, a opção seria mesmo o interior.

São 31.412 pessoas, em média, nas partidas no Itaquerão. Ano passado, diante de Bahia, Atlético-PR, Criciúma, Santos e Fluminense, quando cumpriu pena, o Corinthians teve 14.534 pessoas nas arquibancadas, em média.

A pena máxima seria de 12 jogos no STJD. E, vale lembrar, o Corinthians tem apenas mais seis jogos pelo Nacional em sua casa no ano. Contra Sport, Vitória, Coritiba, Santos, Grêmio e Criciúma.  

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