Candidatos no Rio travam duelo pelo segundo turno

Pezão foi relacionado à corrupção, e Garotinho à criminalidade

iG Minas Gerais |

Campanha. Luiz Fernando Pezão durante caminhada na Praça XV, no centro do Rio de Janeiro, ontem
LUCAS FIGUEIREDO/ PEZÃO 15
Campanha. Luiz Fernando Pezão durante caminhada na Praça XV, no centro do Rio de Janeiro, ontem

Rio de Janeiro. Os cinco principais candidatos ao governo do Rio, Anthony Garotinho (PR), Luiz Fernando Pezão (PMDB), Marcello Crivella (PRB), Lindbergh Farias (PT) e Tarcísio Motta (PSOL) participaram ontem de um debate promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil, pela revista “Veja” e pela Universidade Estácio de Sá. A maioria das discussões terminava com o tema corrupção, em que os concorrentes achavam brechas para concentrar sua artilharia, na maior parte dos casos, contra Luiz Fernando Pezão.

No tema da segurança pública, quando criticado por Pezão sobre sua gestão, Garotinho ressaltou que o atual governador fez parte do seu mandato. “O batalhão social está no programa que você ajudou a construir”, disse Garotinho. “Não participei da sua elaboração de programa de governo. Fui prefeito como você foi. Tenho orgulho da minha trajetória. Você fez com que as empresas fossem embora do Estado do Rio de Janeiro. Perdemos a capacidade de sonhar. Seu governo teve o maior índice de criminalidade”, rebateu Pezão.

Os dois polarizaram um duelo, de olho no segundo turno eleitoral.

Chapa “Aezão”. No fim de junho, o presidente do PMDB no Rio de Janeiro, Jorge Picciani, reuniu 60 dos 92 prefeitos do Estado, parlamentares e representantes de outros 16 partidos para lançar a chapa “Aezão”, nome do movimento que prega o voto em Aécio Neves (PSDB) para presidente e em Luiz Fernando Pezão (PMDB) para governador. O movimento chegou a criar comitês e produzir material de campanha. Passados três meses, porém, a chapa conquistou apenas 3% do eleitorado do Estado, segundo a mais recente pesquisa Ibope para o Rio.

Contrários à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), os peemedebistas do Rio prometeram colocar a “capilaridade” do partido no Estado a serviço da candidatura de Aécio. O eleitorado, ao que tudo indica, deu de ombros. Aécio tem 9% das intenções de voto no Estado, segundo o Ibope, e está em terceiro lugar, atrás de Dilma e Marina Silva (PSB). Pezão, candidato à reeleição, prometeu um palanque misto ao PSDB e também ao PSC do Pastor Everaldo. Na prática, porém, só participou de atos de campanha com Dilma até agora.

Belford Roxo não terá voto em trânsito BRASÍLIA. Dos 92 municípios onde poderiam ser instaladas sessões especiais para o voto em trânsito, apenas Belford Roxo (RJ) não alcançou número mínimo de pessoas interessadas e, por isso, não contará com urnas para essa modalidade. Os eleitores que haviam solicitado para votar em Belford terão a habilitação cancelada e deverão justificar a ausência ou votar na seção de origem. As sessões só foram criadas em municípios onde os cartórios registraram o interesse de pelo menos 50 eleitores.

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