Empresas temem prejuízo e apagão

Se essa energia não for recontratada, o rombo pode chegar a R$ 7 bilhões entre janeiro e junho, segundo cálculos da Comerc Comercializadora

iG Minas Gerais |

Rio de Janeiro. O presidente da companhia energética Light, Paulo Roberto Ribeiro, afirmou ontem que o país pode sofrer restrição de energia a partir do ano que vem. Ele disse que a situação só pode ser revertida se chover no período úmido, que começa em novembro. Atualmente, os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas estão em 20%, quando o indicado seria próximo dos 40%.  

A estiagem e o impacto sobre a geração de energia serão um dos grandes desafios para o próximo presidente da República. Ele, ou ela, terá de agir rápido para evitar que mais um rombo afete o caixa do setor elétrico no primeiro semestre de 2015. A exemplo do que ocorreu nos últimos dois anos, vários contratos de energia elétrica firmados entre distribuidoras e geradoras – em leilões promovidos pelo governo entre 2001 e 2013 – acabam em dezembro.

Se essa energia não for recontratada, o rombo pode chegar a R$ 7 bilhões entre janeiro e junho, segundo cálculos da Comerc Comercializadora. Pelas regras do setor, as distribuidoras são obrigadas a contratar 100% da energia necessária para abastecer os clientes.

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