Repórter se demite ao vivo por legalização da maconha

Emissora postou, ontem, pedido de desculpas aos telespectadores

iG Minas Gerais | Da Redação |

No ar. Após reportagem, Charlo Greene fez seu pedido de demissão
Reprodução YouTube
No ar. Após reportagem, Charlo Greene fez seu pedido de demissão

Uma repórter do canal KTVA 11 News, dos Estados Unidos, surpreendeu o público e seus colegas de trabalho ao pedir demissão ao vivo no último domingo. Como se não bastasse a forma inusitada que ela escolheu para se desligar da empresa, o motivo também chamou a atenção de todos. A jovem disse que deixaria o emprego para lutar pela legalização da maconha no Estado do Alasca, onde fica sediada a emissora de TV.

O pedido aconteceu durante um telejornal do canal. Logo depois da exibição de uma reportagem que tratava dos esforços para descriminalizar o consumo de maconha no Estado do Alasca, localizado no nordeste do país, a jornalista Charlo Greene pediu sua demissão.

Em seguida, ela ainda revelou que é a proprietária do Alaska Cannabis Club, uma organização que presta assistência a pacientes que precisam da droga para tratamento médico.

“Quanto a este trabalho, não tenho outra opção, mas me demito”, afirmou Charlo Greene. Ela disse também que a partir de agora concentrará “todas as energias para lutar por liberdade e justiça, que começa com a legalização da maconha aqui no Alasca”.

Reação. Depois da declaração, a câmera mostrou a âncora do telejornal que, visivelmente constrangida, não conseguiu disfarçar o espanto e pediu desculpas aos telespectadores. “Tudo bem, pedimos desculpas por isso”, disse, gaguejando, Alexis Fernandez .

Ontem um pedido de desculpas foi postado no site da emissora KTVA. “Nós pedimos desculpas sinceras pela linguagem inapropriada usada por uma repórter da KTVA durante sua entrada ao vivo na última noite. A funcionária foi demitida”, informava o texto.

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