Carlos começa a mostrar o que sempre fez na base do Galo

Jovem atacante, de 19 anos, chama a atenção desde que começou a atuar pelo juvenil

iG Minas Gerais | Thiago Prata |

Com a bola toda. Jovem atacante Carlos mostrou no clássico de domingo que, além de goleador, tem estrela em grandes jogos
douglas magno – 15.12.2012
Com a bola toda. Jovem atacante Carlos mostrou no clássico de domingo que, além de goleador, tem estrela em grandes jogos

O talento vem de berço. A facilidade em balançar as redes se faz presente desde as categorias de base. E nesse domingo, ele mostrou que é iluminado, ao ser decisivo para a vitória do Atlético sobre o Cruzeiro, por 3 a 2, no Mineirão. O atacante Carlos nasceu para fazer sucesso pelo Galo. Pelo menos, é o que o início de trajetória dele no clube aponta.

Parte dos méritos vai para Levir Culpi, que procurou se informar a respeito do jogador, acompanhou o desempenho dele na Taça BH deste ano e não pensou duas em vezes em dar uma chance ao jovem atleta quando o Atlético mais necessitava de peças de qualidade no setor ofensivo.

Um fator que acabou sendo crucial para Levir apostar no avante foi a faceta de goleador do garoto desde o instante em que pisou em solo alvinegro.

“Uma coisa que me deixou impressionado é que ele (Carlos) tem números muito altos em todas as categorias de base que ele passou. E começa a encaixar isso no profissional também. Em breve será um grande atacante”, declarou Levir Culpi.

O técnico tem razão. Carlos chegou ao Atlético com 14 anos e se tornou o homem-gol do time alvinegro nas categorias infantil, juvenil e júnior.

Quando tinha 15 anos de idade, ele anotou 28 gols na temporada 2010, pela categoria infantil. No mesmo ano, já pelo time juvenil do Galo, foi um dos destaques no Torneio Future Champions, ao marcar dois gols na campanha do título. Já pela equipe júnior, chamou a atenção por ter marcado 39 gols em 69 partidas, de 2012 a 2014, segundo dados do site Galo Digital.

Logicamente, nunca é certeza de que uma promessa da base irá vingar no mundo da bola ao atingir o time profissional. Só que o atacante do Atlético dá mostras de que não sente o peso das partidas importantes e tende a evoluir cada vez mais a fim de trilhar o caminho do sucesso.

“O Carlos me preocupou muito, pois o liberei para jogar pela taça BH (deste ano). Ele atuou em sete partidas, em 14 dias. E logo em seguida houve a utilização dele (no time profissional). No primeiro e segundo jogos, ele tinha que sair no intervalo, pois não aguentava mais correr. É jovem, mas tem um potencial muito bom”, comentou o técnico.

Os números na base acabaram sendo importantes para Carlos ser escalado por Levir Culpi, e vai de encontro com o discurso do comandante de que um jogador precisa de números positivos para ser titular. E o avante sabe que não pode relaxar. Mas, até nesta segunda, ainda degustava o sabor da vitória sobre o Cruzeiro. “Realizei um sonho, pois joguei contra o rival, fiz dois gols e saí com a vitória”, disse o atacante da camisa 13.

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