Anatel recebe hoje as propostas para leilão da internet 4G no país

Operadoras vão ocupar faixa onde ainda ficam canais de televisão

iG Minas Gerais |

São Paulo. Se tudo ocorrer como o programado, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) recebe nesta terça os envelopes com as propostas das operadoras para participarem do leilão da internet 4G no país. Na semana passada, a agência rejeitou as impugnações feitas pelas quatro teles – Oi, Vivo, Claro e TIM. “Está tudo programado para que o leilão ocorra no dia 30”, disse João Rezende, presidente da agência reguladora.

O leilão acontecerá com o objetivo de aumentar a eficiência das operações com o 4G no Brasil. Atualmente, a tecnologia de quarta geração atua na frequência de 2,5 GHz e depende de mais antenas para cobrir a mesma área da faixa dos 700 MHz. A frequência será dividida em seis lotes. Com esse leilão, o Brasil estará se aproximando das tecnologias utilizadas para o 4G nos Estados Unidos e outros países.

O preço mínimo da venda do espectro é de R$ 11,8 bilhões, dos quais R$ 8,2 bilhões deverão ser pagos ao governo. Os R$ 3,6 bilhões restantes serão usados para a “limpeza” da faixa.

Saiba mais

Arrecadação: O governo deverá levantar ao menos R$ 8,2 bilhões.

Obrigações: As empresas terão que “limpar” a faixa ainda ocupada pela TV analógica e bancar os equipamentos necessários para solucionar possível interferência. Investimentos:

Para concluir a “limpeza”, a Anatel estima cerca de R$ 3,6 bilhões para a compra de equipamentos de TVs para migrar canais, compra do set-top box para a população de baixa renda e campanha publicitária sobre o desligamento dos canais analógicos.

Oi já chega ao processo como mais enfraquecida São Paulo.Qualquer que seja o passo tomado para expansão de seus negócios, a Oi terá de se endividar mais. E é justamente nesse ponto que o mercado coloca em xeque o poder de fogo da operadora, a quarta maior do país. Fontes ouvidas pela reportagem afirmaram que a companhia terá dificuldade para participar do leilão do 4G. “Se ficar fora, será um tiro no pé”, disse uma fonte. “Uma alternativa seria a Oi dar uma entrada de 10% (R$ 200 milhões) e parcelar o restante. O custo será alto, uma vez que o juro é IGP-M mais 12%”, disse uma pessoa do mercado financeiro. “A Oi enfrenta desafios operacionais para crescer. Financeiramente, está fragilizada. Do total da dívida (R$ 46,2 bilhões), R$ 5 bilhões são de vencimento no curto prazo e o restante deve vencer até 2018”<, afirmaram os analistas Daniel Liberato e Felipe Silveira, da Coinvalores. Nenhum dos sócios da operadora estaria disposto a colocar mais dinheiro nela.

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