Kalil critica Minas Arena e quer punição aos responsáveis por confusão

Presidente atleticano ainda fez críticas à CBF pelas novas regras implementadas após a disputa da Copa do Mundo

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

MP pediu quebra de sigilo fiscal e bancário de Kalil, mas pedido foi negado
BRUNO CANTINI/ATLÉTICO
MP pediu quebra de sigilo fiscal e bancário de Kalil, mas pedido foi negado

As confusões fora de campo no clássico mineiro foram um capítulo a parte do duelo entre Atlético e Cruzeiro no último domingo. A partida chegou a ser paralisada pelo uso de bombas e rojões nas arquibancadas com os fatos, inclusive, sendo relatados pelo árbitro Marcelo de Lima Henrique na súmula do confronto.

De acordo com o árbitro central, as duas torcidas foram responsáveis pelas confusões nas arquibancadas, afirmação que vai de encontro com a nota divulgada pela Minas Arena, administradora do estádio uma das responsáveis pela segurança interna do Gigante da Pampulha. Segundo o comunicado, apenas os atleticanos soltaram bombas e rojões no Mineirão.

Conhecido por suas palavras diretas, o presidente do Atlético, Alexandre Kalil, foi entrevistado pela ESPN Brasil e rebateu a Minas Arena de maneira veemente.

"Nota da Minas Arena e papel higiênico é a mesma coisa. Nota de empreiteiro dando palpite do que não entende não vale nada. O que vale é súmula. Eles não passam de aproveitadores que devem passar por uma CPI", disse Kalil.

O presidente alvinegro também deixou clara a sua opinião em relação à segurança no futebol, apontando que os clubes  fazem a sua parte dando o espetáculo em campo enquanto a polícia e o 'empreiteiro' devem cuidar do bem estar dos torcedores.

"O árbitro Marcelo de Lima Henrique relatou que as duas torcidas jogaram bomba uma na outra, senão fica parecendo que só a do Atlético jogou bomba. Cabe ao clube de futebol não dar ingresso e acesso para a torcida organizada. Quem prende bandido não é presidente de clube de futebol, é a polícia. Existe no futebol que o cartola é o demônio, que tem que prender e proibir a torcida organizada. Eu tenho que pagar folha de pagamento, olhar e resolver imposto", afirmou o cartola.

"Tem presidente de torcida organizada do Atlético preso por causa de assassinato e está na cadeia. Quem tem que cuidar da segurança do estádio é o empreiteiro, que está enchendo o ‘pandu’ de dinheiro e que não tem responsabilidade com nada", completou.

Reivindicações. Kalil informou ainda que está em contato com o governo estadual para cobrar um maior poder de ação da PM, além de pedir a real punição aos responsáveis pela baderna dentro e fora dos estádios de futebol.

"Estou mandando um ofício para o governo de Minas Gerais perguntando o motivo de proibir a Polícia Militar de tomar conta da torcida. Temos que olhar muita coisa no futebol, com olho menos cruel para a ‘cartolagem’ brasileira. Tem que parar de achar que os cartolas têm culpa de tudo. A polícia tem que prender e a justiça condenar e colocar na cadeia. Eu não tenho nada com isso. Coloca na cadeia e apodrece na cadeia. Se eu der ingresso para torcida organizada eu renuncio à presidência do Atlético. Se o cara usa ou não a camisa da organizada não é problema meu”, comentou.

CBF. Na mesma entrevista, Kalil voltou a criticar algumas mudanças iimplementadas pela CBF após a Copa do Mundo, como a limitação do números de crianças que podem entrar no campo com os jogadores.

“Eu vou ao Mineirão desde 1964, levado pelo meu pai desde os cinco anos de idade e nunca tive problemas. Com efeito do álcool e bandidagem e aquilo de ‘em grupos são homens, sozinhos são covardes’, traz esses acontecimentos. Não estou falando especificamente da torcida do Cruzeiro, estou falando de torcidas. A única coisa que a CBF fez foi proibir crianças de entrar no campo. Os meninos estão proibidos, enquanto os bandidos continuam indo ao estádio. O futebol brasileiro precisa de um choque e o choque de gestão não é entrar de mão dada no campo, ouvir o hino nacional, que é uma ‘chatura’ e está sendo vulgarizado no futebol, e proibir a entrada das crianças no campo", finalizou.

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