Porque rir é o melhor remédio

iG Minas Gerais | Bárbara França |

Luísa Thiré, Cristiana Oliveira e Felipe Cunha em “Feliz por Nada”, atração do 1º Festicom
Divulgação
Luísa Thiré, Cristiana Oliveira e Felipe Cunha em “Feliz por Nada”, atração do 1º Festicom

Rir ajuda a suportar sensações de dor, pode diminuir o risco de doenças cardíacas, age no controle do colesterol, melhora a digestão e manda o estresse pra longe. Não faltam notícias nos meios de comunicação que confirmam a máxima de que rir é o melhor remédio. Algo que o ator e diretor Maurício Canguçu, da Cangaral Produções, percebe nas enormes filas que se formam na entrada dos teatros quando são palco de uma boa comédia. “As pessoas saem de casa para rir”, acredita ele que, ao lado do também ator e diretor Ilvio Amaral e do presidente do Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas (Sinparc), Rômulo Duque, resolveu oferecer mais uma opção para provocar risadas no público. O resultado é o 1º Festival de Comédia (Festicom) de Belo Horizonte que, entre os dias 23 e 28 (terça-feira a domingo), apresenta 13 montagens em oito teatros da capital . “Vivemos um estresse geral, em um mundo caótico, com muito trânsito, acidentes, assaltos... As pessoas querem sair para rir mesmo. O riso é uma válvula de escape”, justifica. Para essa primeira edição, grande parte da programação foi escolhida segundo o sucesso de peças mineiras já conhecidas por aqui e algumas estreadas recentemente. Dentre elas, Canguçu destaca: “Rose, a Doméstica do Brasil”, uma empregada que ficou famosa na internet; “O Marido da Minha Mulher”, sobre uma viúva disputada por dois homens e cujo falecido retorna a Terra; e “Minha Mulher se Chama Maurício”, peça sobre o imbróglio entre marido, esposa e amante. Canguçu está no elenco desta última. “A Rose é hilária, é uma peça super bem construída e que faz o público morrer de rir. Já o ‘Marido’ tem o Dudu Graffite, que por si só já é engraçadíssimo!”. No entanto, mais que o riso, o ator e diretor explica que o interesse do Festicom é discutir o próprio lugar da comédia, algo que será explorado nas próximas edições do evento, agora já incluído no calendário anual da cultura em BH. “Queremos realizar conversas com comediantes, comediógrafos e diretores. O objetivo desses bate-papos é amadurecer e melhor a comédia. Não apenas o espetáculo, mas a profissão. E, claro, encontrar formas de atrair mais público”, explica Canguçu. Inédito A novidade da programação fica por conta de “Feliz por Nada”, comédia romântica com texto de Martha Medeiros, adaptação de Regiana Antonini e direção de Ernesto Piccolo. Nela, a atriz Cristiana Oliveira, que está protagonizando a série “Animal” no canal GNT, vive Laura, uma mulher de 40 anos, mãe de duas filhas e em crise no casamento, que descobre na independente Juliana uma grande amiga. “Sou uma atriz metida, gosto do desafio. Achei a Juliana muito próxima de mim. Já a Laura me atraiu porque é o oposto, uma mulher mais comum”, comenta Cristiana que, mesmo se sentindo mais à vontade para fazer drama que comédia, se considera uma “palhaça”. “Acho que, porque sou feliz, faço o que me dá na cabeça”.

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