Após acordo, rebeldes xiitas se apoderam de armamentos no Iêmen

Desde a última quinta-feira (18), os combates entre o Ansarullah, braço armado do grupo xiita dos Houthis, e os milicianos islamitas sunitas do partido Al Islah deixaram dezenas de mortos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

 Os rebeldes xiitas continuavam presentes nesta segunda-feira (22) na capital Sanaa, onde ocupam vários prédios públicos e instalações militares, no dia seguinte à assinatura de um acordo de paz mediado pela ONU e destinado a pôr fim à crise política no Iêmen.

Os rebeldes se apoderaram de uma grande quantidade de material militar de cinco quartéis que controlaram na noite de domingo (21) no centro de Sanaa, informaram testemunhas. Os milicianos transferiram o material para o bairro de Al Jaraf, considerado seu reduto na capital e situado no norte.

Durante a noite, aconteceu a mudança de tanques, blindados, caminhões carregados com armas e munição desde o centro da capital ao bairro, na rota que leva ao aeroporto internacional de Sanaa.

Acordo 

Os habitantes da capital retornaram a suas atividades normais, depois de permanecerem o fim de semana em suas casas por causa dos confrontos entre os rebeldes xiitas e islamitas sunitas.

Desde a última quinta-feira (18), os combates entre o Ansarullah, braço armado do grupo xiita dos Houthis, e os milicianos islamitas sunitas do partido Al Islah deixaram dezenas de mortos. No domingo, um acordo de paz foi assinado pelo presidente Abd Rabbu Mansour e por representantes do grupo xiita.

O acordo prevê a restauração dos subsídios dados aos combustíveis, uma das principais reivindicações dos Houthis e motivo pelo qual começaram os protestos em agosto deste ano. Além disso, exige a atribuição de um novo primeiro-ministro nos três dias após a assinatura e a formação de um novo governo em um mês.

Os combates foram os piores em anos na capital, e este parece ser o maior desafio da transição para a democracia depois que o presidente Ali Abdullah Saleh foi forçado a deixar o cargo em 2012, durante os protestos da Primavera Árabe.

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