Marina diz que não irá revidar as agressões que sofre de Dilma e Aécio

Marina também voltou a dizer que não vai interromper, caso seja eleita, outros projetos como o Mais Médicos e o Minha Casa, Minha Vida

iG Minas Gerais |

Em Campinas. Marina se reuniu ontem com lideranças do PSB na cidade paulista e prometeu aumentar os investimentos em tecnologia
ALEX FAJARDO/FUTURA PRESS/estadão conteúdo
Em Campinas. Marina se reuniu ontem com lideranças do PSB na cidade paulista e prometeu aumentar os investimentos em tecnologia

Em visita a Manaus e de passagem pelo Musa (Museu da Amazônia), a candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva, criticou neste domingo (21) a política ambiental do governo federal e afirmou que não vai fazer contra Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) as agressões que ela sofre dos dois adversários.

"Não faremos contra-ataque. Trabalhamos com a ideia da outra face. Eu tenho sido muito agredida, estão dizendo que vou acabar com Bolsa Família e outros programas, mas isso é subestimar a inteligência da sociedade [...] Jamais vou fazer com a presidente Dilma e o com o governador Aécio o que eles estão fazendo conosco", disse.

Marina também voltou a dizer que não vai interromper, caso seja eleita, outros projetos como o Mais Médicos e o Minha Casa, Minha Vida.

A candidata minimizou as recentes pesquisas de opinião que apontam queda de seu desempenho e crescimento de Aécio. "A pesquisa reflete o momento. Estou muito feliz com o que está acontecendo no Brasil, quebrando a polarização PT e PSDB."

Ela cobrou do governo federal posicionamento do Brasil em relação ao manifesto em defesa das florestas tropicais que será lançado nesta terça (23), na Cúpula do Clima na ONU, em Nova York. Até o momento, o Brasil não aderiu oficialmente à convocação.

A cobrança veio em forma de ato público lançado em passagem pelo Musa, onde Marina recebeu o apoio de 16 entidades ambientais e indigenistas que atuam na região amazônica.

"Há articulações do mundo inteiro sobre o aquecimento global e das políticas para o não favorecimento da produção de CO2 [...] O atual governo se omite em fazer parte do esforço global, recusando-se a assinar o documento de apoio à proteção das florestas que será assinado por dezenas de países", disse Marina, ao lado de representantes locais do PSB.

Marina leu um ato público de responsabilidade no enfrentamento das mudanças climáticas, com tópicos que envolvem o combate ao desmatamento, a produção de energia elétrica renovável e reestruturação de áreas degradadas.

E fez críticas à política ambiental de Dilma Rousseff, principalmente em relação à volta do crescimento do desmatamento na Amazônia verificado no ano passado.

"A atual presidente, a medir pelos retrocessos na agenda da conservação e desenvolvimento sustentável, sinaliza que, apesar de todas as evidências científicas, não acredita que as mudanças climáticas sejam efetivamente um problema real", afirmou Marina.

"No seu governo, ela adotou medidas que nos fazem andar para trás. O desmatamento da Amazônia voltou a crescer após quase dez anos de redução. E a criação de unidades de conservação no país foi paralisada", disse.

Manaus-Porto Velho

Marina sinalizou que é contrária à reforma da BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho (RO) e que possui pelo menos 400 km intransitáveis. A revitalização da pista é reivindicação antiga entre políticos e industriais do Amazonas, que se queixam das dificuldades de logística na região.

"A BR-319 até hoje não provou que possui viabilidade econômica, social ou ambiental", disse Marina.

"Um projeto tem que ter viabilidade social, econômica e ambiental. Qualquer projeto que não tenha fechado essa equação continuará em estudo, ou em alguns casos não será feito."

Após o evento, Marina passeou pelo Musa, gravou vídeos de campanha na mata e posou para fotos ao lado de uma árvore centenária. À noite, Marina seguirá para um comício ainda em Manaus.

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