Bernardinho critica Federação Internacional de Vôlei

"Foram tantas coisas feias que é complicado", disse o técnico

iG Minas Gerais | Agência Estado |

Após a derrota na final deste domingo para a anfitriã Polônia, que deixou o Brasil com o vice-campeonato mundial, o técnico Bernardinho disparou críticas contra a Federação Internacional de Vôlei (FIVB), que atualmente tem como presidente o brasileiro Ary Graça, até bem pouco atrás seu chefe na Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

"Foram tantas coisas feias que é complicado. A Federação Internacional age de uma maneira baixa demais. Eu vi coisas acontecendo aqui... Escalação... No sentido de desestabilizar mesmo. Nada influenciou. Perdemos porque eles jogaram mais bola, jogaram inteligentemente. Perdemos a lucidez em alguns momentos. Mas são muitos golpes baixos", desabafou o treinador, em entrevista ao SporTV logo após a derrota para a Polônia.

Instado pelo repórter a ser mais claro, Bernardinho reclamou da escolha dos árbitros Frans Loderus (Holanda) e Milan Labasta (República Checa) para apitar a final deste domingo, quando a Polônia ganhou por 3 sets a 1 e ficou com o título.

"Os árbitros foram os únicos dois com os quais tivemos problemas seriíssimos na Liga Mundial. E escalaram. Foi proposital. Colocaram um repórter, que é o maior inimigo do voleibol brasileiro, colado no banco, olhando, e fazendo algumas coisas o tempo todo. A Federação Internacional trouxe ele para cá (a convite)", disse o treinador, sem revelar a identidade do jornalista citado.

"São pequenas coisas que não influenciaram em nada, vacilamos. Tivemos nossa chance aqui. Mas é um jogo baixo que se constrói permanentemente, realmente me preocupa para o futuro do voleibol. Como instituição, estamos desprotegidos. A Federação Internacional está fazendo gato e sapato da gente", acrescentou Bernardinho.

PREMIAÇÃO - Após o final da partida, a FIVB distribuiu os prêmios individuais do Mundial. O polonês Mariusz Wlazly foi considerado o MVP (jogador mais valioso) e melhor oposto do campeonato. Na seleção ideal, entraram dois brasileiros, os ponteiros Murilo e Lucarelli. Os melhores centrais foram Böhme (Alemanha) e Klos (Polônia), o levantador eleito foi Kampa (Alemanha) e o líbero vencedor foi Grebennikov (França).

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