Conselheiro espera absolvição do América e culpa CBF

Paulo Lasmar afirma que confederação deveria se pronunciar sobre os problemas com o artigo 49

iG Minas Gerais | Ana Paula Moreira |

Pivô. O lateral-esquerdo Eduardo já havia atuado por outros dois clubes em torneios desta temporada
JOÃO GODINHO
Pivô. O lateral-esquerdo Eduardo já havia atuado por outros dois clubes em torneios desta temporada

A novela do caso Eduardo está longe de acabar. O Coelho espera o julgamento do recurso em andamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), após a perda de 21 pontos na Série B, o que deve acontecer entre 15 e 20 dias. O conselheiro do América e advogado Paulo Lasmar procurou a reportagem do jornal O Tempo para explicar o posicionamento do clube. “O América não reconhece que houve erro e confia plenamente na absolvição no processo em andamento no STJD. O América possui plena consciência de que cumpriu o regulamento da Fifa bem como o da CBF. Vários clubes no Brasil estão sendo processados atualmente pelo mesmo fato. O que demonstra que a redação dada pela CBF ao artigo 49 neste ano de 2014 é confusa e dá margem à dupla interpretação. A culpa não é dos clubes e, sim, da CBF, que deveria se pronunciar e esclarecer o sentido do artigo”, disse Lasmar.

O conselheiro ainda demonstrou apoio ao superintendente geral do clube, Alexandre Faria, e a todos os funcionários, pedindo união entre diretoria, funcionários, atletas e torcida, já que, segundo Lasmar, o clube “tem que vencer duas grande batalhas, uma no campo de jogo e outra nos tribunais”, finalizou. Lasmar também afirmou que confia na absolvição total do América, mas, caso o pleno do STJD negue o recurso, o clube vai procurar a Câmara Arbitral da Suíça.

Confira a íntegra do pronunciamento de Paulo Lasmar:

"O América não reconhece que houve erro e confia plenamente na absolvição no processo em andamento no STJD. O América possui plena consciência de que cumpriu o regulamento da Fifa bem como o da CBF. Vários clubes no Brasil estão sendo processados atualmente pelo mesmo fato. O que demonstra que a redação dada pela CBF ao artigo 49 neste ano de 2014 é confusa e dá margem à dupla interpretação. A culpa não é dos clubes e, sim, da CBF, que deveria se pronunciar e esclarecer o sentido do artigo.

Não há mais espaço no América para a volta do presidencialismo. O modelo atual de colegiado é o ideal e deve estar sempre se aperfeiçoando. O presidencialismo puro e simples sacrifica a vida pessoal e profissional do presidente, ainda mais em um clube cuja receita anual ainda é bastante restrita.

Após o encerramento do processo do jogador Eduardo, o América irá fazer uma avaliação do ocorrido e irá, certamente, tomar medidas que minimizem riscos. Isso não pode ser visto, em hipótese alguma, como reconhecimento de um erro, mas, sim, aprendendo com as experiências.

Eu gostaria de dar minha palavra de apoio ao superintendente geral do clube Alexandre Faria, que é um americano apaixonado e que muito se dedica às coisas do clube. Esse elogio é extensivo a todos os funcionários administrativos do clube, que lutam com muito amor e dedicação às coisas do América.

Eu entendo que a hora é de muita união da diretoria, funcionários, atletas e torcida, pois temos que vencer duas grande batalhas, uma no campo de jogo e outra nos tribunais." 

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