Prova de fogo na trajetória

Atriz conta que buscou fugir do estereótipo de periguete para viver uma jovem cheia de sensualidade

iG Minas Gerais | caroline borges |

Referências. Filmes como “Lolita” e “Beleza Americana” serviram como inspiração para Marina compor seu papel
Jorge Rodrigues Jorge/CZN
Referências. Filmes como “Lolita” e “Beleza Americana” serviram como inspiração para Marina compor seu papel

O jeito sereno e suave de menina contrasta com a maturidade com que Marina Ruy Barbosa enxerga a carreira. Na pele de Maria Isis de “Império”, a jovem de 19 anos se mostra avessa a qualquer tipo de vaidade e evidencia seu profissionalismo através de seu discurso mais independente e um olhar maduro. “Encaro minha profissão como qualquer outra. Tenho horários e deveres a cumprir. A diferença é que estou mais exposta. Não me deslumbro. A fama é uma consequência porque faço televisão”, ressalta a atriz, que estreou na TV em “Sabor da Paixão”, aos 7 anos. Para Marina, o trabalho em “Império” marca um novo começo em sua trajetória, bastante pautada por papéis ligados ao universo infantil. Além de estar diretamente ligada ao núcleo principal com Alexandre Nero e Lília Cabral, que vivem José Alfredo e Maria Marta, a atriz fez seu debut em cenas mais sensuais. “Era algo que iria acontecer naturalmente. Não dá para pular etapas. Quando recebi o convite do Aguinaldo, sabia que era o momento certo. O papel veio em um período em que estou mais madura e preparada”, aponta. Ao longo dos seus 12 anos de carreira, Marina já coleciona nove novelas em seu currículo. Mas alcançou repercussão ao dar vida à chorosa Sabina de “Belíssima”, de 2005. Apesar das feições angelicais e da pouca idade, a atriz sempre manteve o foco em busca de papéis diversificados na TV. “Quero trabalhos que me instiguem e me façam crescer. Sou tão nova ainda, tenho tanto a aprender e tantas pancadas da vida para levar. Quanto mais diferente for, melhor”, explica. Em “Império”, Maria Isis é a amante do comendador. Você chegou a temer algum tipo de rejeição por conta do perfil da personagem? Não cheguei a temer. Mas fiquei muito contente e me surpreendi com a repercussão do casal. Acredito que Isis não caiu no papel de amante. O Aguinaldo construiu uma personagem que é pautada pela boa índole. Não é aquele estereótipo de amante interesseira. Na verdade, todas essas características estão com a própria esposa do comendador, a Maria Marta. Sua personagem é a tradicional jovem mantida pelo amante em uma relação de domínio psicológico e material. Quais foram as referências mais importantes no processo de composição para a Maria Isis? Busquei seguir a linha que o Aguinaldo e o Rogério Gomes (diretor) pediram para mim. A ideia era construir uma garota romântica e doce. Totalmente fora do estereótipo da periguete. A sensualidade da Isis tinha de ser natural. Procurei inspiração em filmes como “Lolita”, “Beleza Americana”, “Beleza Roubada” e “Tudo Pode Dar Certo”. Também fiz um workshop com o preparador Eduardo Milewicz. Trabalhamos a espontaneidade, naturalidade da personagem e um maior entrosamento com o Alexandre Nero. Nessa novela, também contei com a ajuda de uma psicanalista. Maria Isis aparece em diversas cenas de roupas curtas ou de calcinha e sutiã. Você se sente confortável com a exposição do seu corpo? Sim. Foi bem tranquilo. Logo no meu primeiro dia de gravação, eu já tinha sequência de lingerie para fazer. Desde o começo, já sabia que iria ter isso. Cenas mais quentes fazem parte do relacionamento dos dois. Faz parte da história. Não são cenas gratuitas. Não é algo aleatório. Me senti confortável exatamente por isso, porque são cenas coerentes. Confio muito na equipe do Rogério Gomes. Foi minha estreia no babydoll, mas foi tranquilo (risos). Sua personagem em “Império” marca sua transição entre tramas mais infantojuvenis para histórias adultas. Como encara essa mudança? É muito bacana. Dá para perceber que a personagem tem muito mais poder de decisão e influência na história. É normal que as personagens amadureçam comigo e seus problemas dentro da trama se tornem mais instigantes. A Maria Isis, por exemplo, é de um universo totalmente diferente do meu. Isso é muito bom para o público distanciar a Marina da personagem.

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