Categoria rejeita ampliar programa

iG Minas Gerais | Luiza Muzzi |

A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia em Minas (SBOT–MG) comemorou ontem o Dia do Ortopedista criticando a possibilidade de ampliação do programa Mais Médicos para as especialidades médicas – hoje, eles fazem apenas atendimento de clínica médica. Segundo a entidade, o número de ortopedistas no país é suficiente para atender a demanda.

“A distribuição dos profissionais é que não é adequada, e isso tem a ver com as condições de trabalho e com a dificuldade de fixar os médicos nos lugares necessários”, defendeu o vice-presidente da instituição, Wagner Nogueira. Minas tem hoje 1.047 ortopedistas, 58% deles na região metropolitana.

A saúde pública tem carência de profissionais, segundo Nogueira, porque não valoriza os médicos. Segundo a SBOT–MG, um ortopedista recebe R$ 16 em uma consulta do Sistema Único de Saúde (SUS), quase 22 vezes menos que em uma consulta particular, que gira em torno de R$ 350. “Isso acarreta um custo final (para o governo) muito mais alto, já que não há estrutura para atendimento efetivo de um indivíduo que se acidentou e precisa de reabilitação para voltar à sua atividade produtiva”.

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