Lua de mel musical

iG Minas Gerais |

Bárbara Dutra/Divulgação
"Diferentemente de uma balada, onde as pessoas pagam e já sabem o estilo que você toca, na festa particular o anfitrião quer que a festa tenha o perfil dele”

Lá vem a noiva toda de branco? Claro, sempre. De branco, com noivo esperando, ao som do DJ Carlo Dee, de BH, que não é apenas o “queridinho das noivas”, mas o queridinho dos casamentos. E trilha sonora de casamento não é música de balada. No casório, quem manda são os noivos. Então, felicidades para sempre.

 

Carlo, há 12 anos você é DJ. Como acabou virando “o queridinho das noivas”?

Na verdade, 12 anos de casamentos. Em balada tem mais tempo. O apelido acabou pegando depois de uma entrevista que dei e o título era “o queridinho das noivas”. 

 

Se antigamente não era comum contratar um DJ para festas particulares, hoje é imprescindível. Como conciliar a sua assinatura, a sua marca, com o gosto do cliente?

É complicado, pois diferentemente de uma balada, onde as pessoas pagam e já sabem o estilo que você toca, na festa particular o anfitrião quer que a festa tenha o perfil dele. Afinal de contas ele está pagando, então tem o direito de exigir. Sei separar as coisas, a minha assinatura deixo nas baladas. Lá eu faço o que quero.

 

Disputado como você é, tem agenda para quando? Quantas festas/casamentos faz por mês?   

Geralmente, sexta e sábado, no mínimo cinco casamentos por mês. Já tenho casamento pago para 2016. As noivas são ansiosas com datas e as que sobram eu divido entre baladas e outras festas.

 

Em Belo Horizonte, vemos celebrações – sobretudo de casamento e 15 anos – cada vez mais suntuosas, luxuosas. No geral, a qualidade dos serviços de festa aumentou muito?

Sim, consideravelmente. Acredito que a especialização dos mineiros em fazer boas festas elevou a qualidade do serviço a um nível que, sem falsa modéstia, posso garantir que estamos no topo em excelência no Brasil.

 

Na era das redes sociais, “o que acontece na festa (ainda) fica na festa”? O que mudou com falta de privacidade? 

Hoje todos nós temos acesso a informação de uma forma tão rápida e aberta que perdemos um certo glamour, não pela falta de privacidade, mas sim pela exclusividade, ou a falta dela.

 

Conte-nos um pouco sobre a Music Produções.

A Music nasceu de uma vontade minha e dos meus sócios, DJ Maurício Lobato e a Dani Madureira, de trabalhar com uma filosofia de maior proximidade com o cliente, no sentido de assessorar para que a escolha pela contratação do artista esteja mesmo dentro do perfil da festa. Na Music os clientes não são apenas um número de contrato, mas pessoas especiais, que têm desejos e anseios, principalmente no caso de noivos. A Music também desenvolve um trabalho diferenciado de produção, acompanhamento e gerenciamento da carreira dos seus artistas.

 

Na maioria das festas, toca-se música de balada. O que você escuta quando não está trabalhando? Alguma dica de disco ou artista novo pra gente?

Escuto música de balada (risos), afinal de contas, tenho que ficar atualizado. Brincadeiras à parte, normalmente não tenho um estilo, escuto tudo de bom gosto, música bem feita, bem elaborada; resumindo, música boa. Ultimamente, estou gostando de um cantor chamado Low Deep, sua voz é fantástica; da banda canadense Bedouin Soundclash  e da inglesa Amber Run, que não é tão conhecida, mas tem um som muito legal.

 

Como se profissionalizar e se destacar em um mercado onde todo mundo quer ser (ou acha que é) DJ?

Pelos quesitos básicos: dom natural, um artístico diferenciado e pelo profissionalismo. Sempre no amador vai faltar um desses quesitos.

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