PT comemora Datafolha e vai ampliar operação para 'desconstruir' Marin

Coordenadores da campanha querem ampliar divulgações explorando na TV e nas redes sociais o que chamam de ''dubiedades'' e ''fragilidades'' da concorrente

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

No total, a União destinará cerca de R$ 1,2 bilhão, se somados os anúncios de R$ 413 milhões, do ano passado, e de R$ 310 milhões para o programa Cinema Perto de Você
ROBERTO STUCKERT FILHO/PR - 9.5.2013
No total, a União destinará cerca de R$ 1,2 bilhão, se somados os anúncios de R$ 413 milhões, do ano passado, e de R$ 310 milhões para o programa Cinema Perto de Você

O comitê de Dilma Rousseff comemorou nesta sexta-feira (19) os números da pesquisa Datafolha que mostram que a presidente abriu vantagem sobre Marina Silva (PSB), sua principal adversária na corrida presidencial. Com o resultado, coordenadores da campanha petista querem ampliar a operação para ''desconstruir'' a candidata do PSB, explorando na TV e nas redes sociais o que chamam de ''dubiedades'' e ''fragilidades'' da concorrente.

Com o desgaste sofrido por Marina, a presidente se fortaleceu mais um pouco na corrida eleitoral. Segundo o Datafolha, o que até a semana passada ainda era um empate técnico se transformou numa inédita vantagem de sete pontos: 37% a 30%.

Os petistas atribuem o resultado à articulação montada pela campanha para atacar Marina. A tática foi reforçada após o debate do SBT, no começo do mês, em reunião com o ex-presidente Lula, em São Paulo.

Desde então, a campanha se mobilizou para "tirar Marina do pedestal" e "trazê-la para o debate". "Queremos bater na tecla de que Marina é uma política, candidata, e não um mito", diz um dos mais próximos auxiliares da presidente.

Na propaganda de TV, a estratégia de bater em Marina de forma "temática" gerou resultados positivos nos Estados, de acordo com os integrantes da campanha petista.

O tema de exploração do pré-sal teria ajudado a presidente no Rio, terceiro colégio eleitoral do país. O Bolsa Família teria contribuído para elevar o apoio à petista entre os eleitores do Nordeste.

Apesar da decisão de ampliar os ataques à candidata do PSB, alguns petistas no comitê se dizem receosos com a tática. A preocupação é que o método vire contra Dilma na reta final da campanha presidencial. Esse grupo defende que a presidente reforce a roupagem de "estadista" e deixe os ataques para a propaganda na TV, sob comando do marqueteiro João Santana.

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