Trajetória de dedicação

O contagense Giovanni Alexandre Silva realiza um trabalho de grande destaque na cidade acerca da questão das drogas e está a frente da ONG Projeto de Vida

iG Minas Gerais |

Giovanni. 

Contagense está a frente da ONG Projeto de Vida
Giovanni. Contagense está a frente da ONG Projeto de Vida

Uma vida dedicada a ajudar o próximo. Assim é a trajetória de Giovanni Alexandre Silva, morador de Contagem nascido e criado no município. Aos 44 anos, ele tem um trabalho de destaque na cidade, sendo um dos fundadores e presidente da ONG Projeto de Vida, localizada no bairro Amazonas.

Desde 1999, o projeto vem ajudando milhares de pessoas a sair do mundo das drogas e, sobretudo, previne que entrem nele. Giovanni conta que a ideia de desenvolver uma ação do tipo surgiu ainda na juventude, quando era estudante da Funec, no fim da década de 80. No entanto, somente foi se concretizar anos mais tarde.

Nesse ínterim, Giovanni trabalhou no ramo da fotografia, mas acabou tendo que se afastar por motivos de saúde. Hoje ele se dedica integralmente à ONG Projeto de Vida, que acolhe a todos que solicitam ajuda, independente mente da condição. “Para recebermos alguém que necessita de ajuda, o critério número 1 é que ele esteja vivo. A gente não ajuda as pessoas, elas que nos ajudam”, afirma. Apesar de acreditar que Deus o tenha escolhido para realizar o trabalho de ajuda ao próximo, que Giovanni diz fazer com muito prazer, ele diz que não envolve crenças religiosas nas ações que faz. “Fui criado na igreja evangélica, mas a religião não influenciou, nem interfere na realização do trabalho. No projeto, não falamos do fator religioso, falamos de espiritualidade. Hoje não tenho uma denominação, sigo o cristianismo, que me encoraja”, conta.

Para Giovanni, a única alternativa para diminuir o uso de drogas é a educação. “Antigamente as pessoas usavam drogas para fugir da realidade, hoje é para encará-la. E o que tem dado certo no Projeto de Vida é o afeto e a inclusão ”, diz.

Há anos acompanhando de perto o problema, ele também cobra maior participação e engajamento da sociedade em relação à questão das drogas. “Um dos maiores erros é esperar acontecer dentro da nossa casa para nos mobilizar. Eu não precisei usar nada ou ter algum caso próximo para entender a angústia de um usuário. No Projeto de Vida tentamos fazer com que as pessoas que precisam de ajuda consigam acreditar que podem viver como nós, não usuários”, completa.

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