Anvisa e CRF criticam ação

De acordo com a assessoria de imprensa da Anvisa, o órgão também defende a necessidade de contenção da venda indiscriminada de antibióticos

iG Minas Gerais | Litza Mattos |

“Absurda” e “um retrocesso” foram as palavras usadas pela assessora técnica do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF-MG), Danyella Domingues, para classificar a ação civil pública do MPF.  

Segundo Danyella, todos os argumentos utilizados pelo procurador são facilmente passíveis de contestação e colocam em risco a saúde da população.

Um deles é sobre a automedicação. “Estudos recentes mostram que a automedicação é mais frequente entre as classes altas do que entre as baixas. Esse é um hábito relacionado à autonomia do paciente. Falar que é decorrência de uma deficiência do sistema público é uma avaliação superficial. Ter um órgão público defendendo isso é pior ainda”, afirma.

De acordo com a assessoria de imprensa da Anvisa, o órgão também defende a necessidade de contenção da venda indiscriminada de antibióticos. “Essa ação não quer dizer nada por enquanto, mas, se a decisão for favorável, vamos ver que medidas vamos tomar. Hoje a nossa posição é pela venda só com receita”, disse.

A agência acrescentou ainda que não existe nenhum dado de superbactéria nacional. “Não tem nenhum meio científico que comprove que as bactérias são todas de ambiente hospitalar”. 

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