Viagem pela telona

Cinco filmes que despertam nos espectadores uma vontade de colocar a mochila nas costas e o pé na estrada

iG Minas Gerais | Natália Oliveira |

Na telona os personagens colocam o pé na estrada, do outro lado, os espectadores são despertados pela vontade de fazer as malas. A estrada sempre fez parte da história do cinema mundial, seja com personagens viajando para se distrair ou em busca de algo. Seja inspirado em alguma história ou com um roteiro original, esses filmes, muitas vezes, dão uma vontade de viajar em quem os assiste. Cada país tem um pelo menos um longa-metragem que fale um pouco sobre as viagens e, enquanto o personagem viaja pela história, o público também acaba conhecendo um pouco das pessoas e das paisagens daquele país.

O diretor brasileiro Walter Salles já se aventurou duas vezes por filmes em que os personagens viajam. Em duas co-produções internacionais - quando pessoas de vários países se juntam para produzir o filme - ele dirigiu “Diários de Motocicleta” e “Na Estrada”. No primeiro filme, dois amigos viajam pela América Latina, e no segundo, dois amigos viajam pelos Estados Unidos e por suas fronteiras. Em ambas produções, o diretor optou por incluir cenas que não estavam no roteiro, mas que despertaram sua atenção. O recurso é muito comum neste tipo de filme.

Quando vão fazer as gravações, os diretores costumam encontrar pessoas e curiosidades daquelas regiões que eles não esperavam. Como querem retratar a vida daquela pessoas, eles optam por filmar cenas reais e até mesmo utilizar como personagens moradores do país. Muitas vezes os filmes que envolvem estradas e são inspirados em histórias reais visam reproduzir épocas passadas.

No caso dos filmes de Walter Salles, duas viagens mais ou menos da década de 40 tiveram que ser retratadas depois da década 90. Para a produção, nos Estados Unidos, os cenários tiveram que ser completamente reconstruídos, já na América Latina, os cenários descritos pela história real permaneciam quase os mesmos. Isso deu menos trabalho para a produção do filme, no entanto, mostra o quanto os países estão estagnados.

Apesar de ser na maioria das vezes inspirados em histórias reais ou até mesmo em livros, os filmes de viagem também podem ser baseados em um roteiro original com uma história totalmente inventada. Nesse caso, os filmes querem, geralmente, despertar o espírito aventureiro do público. Os longas contam histórias de personagens que resolveram fazer as malas e colocar o pé na estrada, seja com o propósito apenas de se divertir e conhecer novos lugares ou até mesmo com a expectativa de se chegar ao destino planejado. Independente da motivação, o mais importante nesses filmes nem sempre é o desfecho, mas sim o trajeto que os personagens fazem ao longo da história.

Há ainda alguns filmes de viagem que não necessariamente mostram os personagens ao longo da estrada, mas sim já nos lugares de destino. Um exemplo é “Encontros e Desencontros”, da diretora Sofia Coppola, que mostra Bob Harris, uma estrela de cinema que vai para Tóquio fazer um comercial, e Charllote, uma jovem que acompanha o marido em uma viagem também para a cidade, completamente perdidos. Ambos se conhecem na cidade japonesa e se aproximam por estarem sofrendo com o fuso horário e a língua desconhecida. Eles saem juntos pela cidade e possibilitam que quem assiste o longa conheça um pouco do lugar.

Outro exemplo é “Vicky Cristina Barcelona”, do diretor Woddy Allen, que mostra duas amigas que saem dos Estados Unidos e vão para Barcelona, na Espanha, e vivem loucuras sexuais com um pintor da cidade. O filme é uma viagem pela cidade espanhola. Os filmes podem envolver estrada ou não, ser de drama, comédia, aventura, não importa, um bom longa-metragem de viagem vai despertar uma vontade no espectador de se aventurar com a mochila nas costas.

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