Graça Foster vê 'guinada' na produção da Petrobras

Meta da empresa é aumentar em 7,5% no Brasil em relação a 2013, quando havia produzido 1,93 milhões de barris

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Graça Foster vê 'guinada' na produção da Petrobras
PETROBRAS IMAGE BANK/Richard Car
Graça Foster vê 'guinada' na produção da Petrobras

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, disse que a empresa está dando "uma guinada" na produção de petróleo. Segundo a executiva, entre julho e agosto, foi atingido o "ponto de inflexão", ou seja, um período em que a produção passou a crescer de forma mais intensa.

A meta da empresa é aumentar a produção em 7,5% no Brasil em relação a 2013, quando havia produzido 1,93 milhões de barris. Nos primeiros meses do ano, o crescimento da produção foi baixo.

"Mostramos a guinada que nós estamos dando na curva de produção e me refiro a esse aumento que tivemos até o mês de agosto, e setembro estamos indo bem, conforme planejado. Foram sete meses consecutivos de crescimento", afirmou, durante apresentação no encerramento da feira Rio Oil & Gas.

Em agosto, a produção de petróleo da Petrobras no Brasil 2,105 milhões de barris por dia, alta de 2,7% em relação ao que foi produzido em julho.

Considerando o que a empresa extrai como operadora dos campos e repassa aos respectivos sócios de cada reservatório, a produção chegou a 2,23 milhões de barris.

Desde 2009 a produção da empresa estacionou na média de 2 milhões de barris.

Caixa

O crescimento da produção é fundamental para aliviar o caixa da empresa, pressionado pela defasagem dos combustíveis, e reduzir o endividamento.

Segundo Graça, o crescimento da produção se deve à entrada em operação de novas plataformas. As mais recentes saíram dos respectivos estaleiros no último mês.

Em meados de agosto, a plataforma Cidade de Mangaratiba seguiu do estaleiro Brasfels, em Angra, para o campo de Lula, no pré-sal da bacia de Santos. A unidade está em processo de ancoragem. Na última segunda-feira (15), a plataforma Cidade de Ilhabela deixou o estaleiro Brasa, rumo ao campo de Sapinhoá, também no pré-sal da Bacia de Santos. A expectativa é que as duas plataformas iniciem a produção ainda este ano.

A executiva disse, ainda, que o prazo para construção de uma plataforma caiu de 60 meses, em 2005, para 42 meses, atualmente. "Estamos perto da média mundial, de 39 meses".

De acordo com Graça, na próxima segunda-feira, será iniciada a perfuração do segundo poço no reservatório de Libra, também no pré-sal.

A área foi repassada à empresa e aos demais integrantes do consórcio -a francesa Total, a anglo-holandesa Shell e as chinesas CNOOC e a CNPC.

Graça compareceu ao encerramento da feira depois de ter faltado a abertura, quando foi representada pelo diretor de Gás e Energia da empresa, Alcides Santoro.

'Ritmo' para leilões

Graça Foster defendeu maior "ritmo" para os leilões de novas áreas de petróleo. Os leilões são realizados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), de acordo com ritmo ditado pelo Conselho Nacional de Política Energética, ligado ao MME (Ministério de Minas e Energia).

O último leilão das áreas do pré-sal ocorreu em outubro, e ofereceu a área de Libra. O último nas áreas fora do pré-sal ocorreu em novembro.

"Os leilões devem entrar com ritmo. Esse planejamento tem toda uma memória de cálculo da Petrobras e ele tem claramente definidas as etapas do leilão. Não é um calendário, não há como ter um calendário, imagino. É preciso olhar oferta e demanda, brent [barril cuja cotação é a mais usada]".

Na segunda-feira (15), na abertura da Rio Oil & Gas, o presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), João Carlos de Luca, havia defendido a realização de leilões com maior frequência.

O comentário de De Lula foi sucedido pela confirmação pelo secretário executivo do MME, Marco Antônio Martins Almeida, de que o próximo leilão de áreas fora do pré-sal será realizado no primeiro semestre de 2015.

De acordo com a ANP, deverão ser ofertadas áreas na terra e no mar localizadas entre o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul (Margem Leste).

Ao fim do evento, Graça foi abordada pelos jornalistas mas não quis dar entrevista.

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